Amélia deu um passo à frente, sua voz cortante como lâmina fria:
— Se o Grupo GZ cancelou o contrato, você deveria procurar a falha na sua própria gestão medíocre. Ou, no mínimo, ir até o Grupo GZ perguntar onde errou. Vir aqui latir no portão do Afonso só prova o quão patético você é.
Sebastião ficou com o rosto verde de ódio ao ser humilhado por Amélia.
— Esse Afonso deve ter feito alguma sujeira nos bastidores! Adianta eu ir no Grupo GZ? Afonso, eu estou te avisando: é melhor fazer o Grupo GZ retomar a parceria agora mesmo, ou então...
— Ou então o quê? — desafiou Amélia.
— Ou então não me responsabilizo pelo que vai acontecer! Meus amigos aqui têm a mão pesada e não sabem quando parar. Se morrer gente hoje, azar o de vocês! É melhor colaborarem.
Sebastião fez um sinal dramático com a mão e, de repente, mais de dez homens corpulentos e com caras de poucos amigos surgiram das sombras.
Sebastião sorriu, perverso:
— Afonso, eu não estou brincando. Ligue para o presidente do Grupo GZ agora. Caso contrário, você morre aqui mesmo. E não só você... seria uma pena envolver essa mulher linda e essas duas crianças inocentes no seu funeral.
Amélia cerrou os olhos, a indignação vibrando em sua voz:
— Sebastião, você acha que vivemos numa terra sem lei? Você perdeu o juízo?
— O Grupo Vieira virou um barco afundando por culpa de vocês! Se eu vou cair, vou levar todo mundo comigo num banho de sangue! — gritou ele, completamente desequilibrado.
Virando-se para os brutamontes, Sebastião ordenou:
— Quebrem tudo! Destruam a casa! Peguem os adultos e as crianças, não poupem ninguém! Se alguém morrer, eu assumo a conta!
Os capangas avançaram como animais. Amélia sentiu um arrepio de medo, instintivamente recuando para proteger a casa.
Afonso estava prestes a se levantar para intervir, quando um rugido ferroz ecoou pelo ar:
— QUEM OUSA TOCAR NA MINHA IRMÃ?!
Todos se viraram. Era Wilson.
Ele caminhava com uma aura avassaladora, como um general entrando no campo de batalha, exalando uma pressão que faria um exército recuar.
Wilson olhou para Sebastião com um desprezo mortal:
— Minha irmã e meus sobrinhos moram aqui. Você realmente achou que o clã Sousa deixaria a casa desprotegida?
Clã Sousa? Eram homens do clã Sousa?
Os brutamontes contratados por Sebastião se entreolharam, o pavor estampado em seus rostos.
— E daí que é o clã Sousa? E daí que tem muita gente? Nós valemos por cem! Vamos lá, ataquem! — gritou Sebastião, a voz falhando, tentando encorajar seus homens.
Mas ninguém se moveu. O silêncio era constrangedor.
Afinal, a diferença numérica era absurda. E enfrentar a elite do clã Sousa não estava no contrato. Eles eram apenas arruaceiros baratos que Sebastião tinha contratado por três mil reais na esquina. Ninguém ali estava disposto a morrer por uma mixaria.
Wilson soltou uma risada fria:
— Você, um moleque que nem saiu das fraldas, ousa vir aqui latir? — Wilson fez um gesto cortante para seus homens. — Ensinem a eles o que é hospitalidade!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
As histórias são muito legais, o chato é que no final o aplicativo corta pela metade cada capítulo, vc fica sem entender pois, corta o final já começa o outro com outra coisa,ou seja, não dá continuidade, fica sem contexto....
Bem chegou a hora dos amigos da Amélia, os velhinhos da casa de repouso , que comandam tudo por fora, até mesmo no submundo, começar a agir, hora de acabar com a cobra da Nádia e Natanael e de quebra é claro Cláudia e seu filho covarde Sérgio ex da Amélia que fez da vida dela um inferno....
Por favor, atualizem o livro....