Sérgio olhou para Neusa e, de repente, soltou uma risada.
Aquela mulher tinha uma energia inesgotável para a humilhação. Achar que a recepcionista daria o telefone pessoal do chefe?
A recepcionista também sorriu. Era uma ingenuidade quase comovente.
— Desculpe — disse ela. — Eu também não sei quem é o nosso Presidente. A identidade dele é sigilosa.
Neusa franziu a testa:
— Você não sabe? E nos manda ir para a Cidade de Auxílio procurar um fantasma? Está tirando uma com a nossa cara?
— Vocês têm influência na Cidade de Auxílio. Encontrar o nosso Presidente vai depender da competência de vocês. Não posso dizer mais nada. E não adianta esperar aqui, é inútil.
— Ah, não! Eu vou continuar esperando! — Neusa sentou-se na cadeira novamente, teimosa como uma mula. Se havia uma chance, ela ficaria ali até arrancar o nome da boca de alguém.
Sérgio, impaciente, chamou:
— Vamos embora, Neusa.
— Mas conseguimos uma pista! Como vamos embora agora? Vamos jogar tudo fora?
— Ela já disse tudo o que podia. Ficar plantada aí não vai adiantar nada. — Sérgio virou-se para a recepcionista. — Obrigado.
— De nada.
Sérgio praticamente arrastou Neusa para fora. Ela continuava sem entender a pressa.
— Ela não disse nada com nada! Só falou que o homem está na Cidade de Auxílio. Onde vamos procurar?
— Você conhece a GhostNet?
— GhostNet? Que bicho é esse?
— É a maior organização de inteligência do mundo. Vamos comprar informações lá. Mesmo que não nos dêem a resposta completa, uma pista é melhor que nada.
— Então vamos voltar para a Cidade de Auxílio agora mesmo.


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Comentários
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