— Aquela é a Amélia? Como ela está deslumbrante!
Todos estavam chocados com a beleza de Amélia. Wilson adiantou-se e estendeu a mão para ela:
— Minha irmã, bem-vinda a casa. Deixe-me guiá-la nesta caminhada até o papai e a mamãe.
Amélia sentiu um nó na garganta. Colocou a mão sobre a de Wilson, segurando as lágrimas.
O irmão a conduziu por um caminho coberto de pétalas em direção aos pais.
Ela ouviu Wilson dizer:
— Irmã, me perdoe por termos perdido você, mas graças a Deus a encontramos. Quero que saiba que o caminho de volta para casa será sempre coberto de flores, e no final dele, sempre haverá uma família esperando por você.
Naquele momento, Amélia não aguentou. As lágrimas caíram como pérolas de um colar arrebentado, molhando as pétalas no chão.
Ela olhou para os pais, que estavam igualmente emocionados.
Eles se abraçaram com força, uma cena que comoveu inúmeros presentes.
Sérgio estava na multidão, observando Amélia silenciosamente. Seu olhar era profundo, fixo nela, sem querer perder um segundo sequer. Neusa observou a expressão de cão pidão de Sérgio olhando para Amélia.
Ela disse:
— Já que se importa tanto com ela, vá lá falar com ela. Ficar olhando com essa cara de coitado não vai adiantar nada!
— Agora é o momento mais feliz dela. Não vou lá estragar a alegria dela.
— Você não tem coragem de ir, isso sim. Medo de que sua falência a arraste para o buraco junto com você, não é?
Neusa leu a mente de Sérgio. De fato, ele não ousava mais se aproximar de Amélia. O Grupo Barros não estava apenas falindo; ele carregaria uma dívida impagável pelo resto da vida. Não queria ser um fardo para Amélia.
— É verdade. Mas o jogo ainda não acabou. Quando eu encontrar o dono do Grupo GZ, acho que ainda terei uma chance.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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