Um burburinho de choque varreu o salão. Como assim Amélia tinha tido filho para outra pessoa?
Amélia, indignada, retrucou:
— Você está delirando! Quando foi que eu tive filho para os outros?
Sérgio Barros avançou e desferiu um soco brutal no rosto de Fernando.
— Lave a sua boca suja!
— Amélia vendeu os óvulos dela no passado! — gritou Fernando, limpando o sangue. — Ela é uma mulher interesseira e fútil! Não tem vergonha na cara, vendeu até o que não devia!
Amélia sentiu o sangue ferver:
— Naquela época, a Célia Moraes estava com insuficiência renal, precisava de um transplante urgente. Eu fiz isso para salvar a vida dela, não tive escolha!
— Não tente posar de santa agora! — rebateu Fernando. — Vendeu, está vendido. Deveria ser pregada na cruz da vergonha pelo resto da vida.
A multidão começou a sussurrar veneno:
— Parece que essa Amélia vai viver para sempre na sombra daquele homem.
— Que destino infeliz o da Amélia. Estava prestes a entrar para a família Sousa, e agora descobre que não é filha deles. Nadou, nadou e morreu na praia.
— Coitada da Amélia. Foi chutada do casamento, achou que tinha tirado a sorte grande virando a Senhorita da família Sousa, e agora volta a ser uma ninguém.
— Mas vender os óvulos? Que nojo, isso é muito baixo.
O escárnio, os comentários maldosos e a ironia alheia já não a atingiam. Na mente de Amélia, só ecoava uma verdade devastadora: ela não era filha da família Sousa.
Do medo inicial de aceitar uma felicidade que não parecia sua, até o momento em que se permitiu abraçar o calor de ter pai, mãe e irmão... Tudo desmoronava. Agora diziam que ela não pertencia àquela família. O golpe era forte demais; Amélia sentia que ia quebrar.
De repente, Afonso se levantou.
Sob os olhares atônitos de todos os convidados, ele ficou de pé.
— O quê? O Afonso levantou?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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