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Vá para o Inferno, Ex-Marido! romance Capítulo 839

Wilson encarou Fernando com um olhar gelado:

— Nós vamos investigar cada detalhe. Se a morte da minha irmã não foi um acidente e tiver o dedo de vocês, eu garanto que você não escapa.

— Podem investigar à vontade! Ela morreu afogada mesmo, tentando pegar peixe praquela velha. Podem ir na cadeia perguntar pra ela. Desde que aquela mulher foi presa, eu nem a vi, não teria como a gente combinar mentira. A culpa é toda daquela velha maldita. Ela trocou as crianças escondida, tratava a menina mal e a coitada ainda morreu tentando agradar ela. Uma tragédia!

— Aaaaaah! — Karina soltou um uivo de dor insuportável. Como sua filha podia ter tido um destino tão cruel? Aquilo só podia ser um castigo divino.

Igor tentava amparar a esposa, enquanto Fernando continuava a falar, sem um pingo de empatia:

— Depois que a menina morreu, a velha foi queimar as roupas dela e achou a Amélia abandonada lá perto. Trouxe pra casa e criou. A Amélia também era boazinha, fazia sopa de peixe pra velha igual a outra... A gente até achou que era espírito encostado. Como na época a vila dava um auxílio de dez mil para quem tinha duas filhas, a gente ficou com ela.

— Vocês usaram minha filha... e ela morreu por causa daquela mulher...

— Levem ele daqui! Entreguem para a polícia. Quero uma investigação completa!

Wilson consolou os pais:

— Nós vamos descobrir a verdade e fazer quem machucou minha irmã pagar caro.

No fundo, eles já sabiam. O cenário era claro e brutal: a filha verdadeira foi trocada, viveu na miséria e morreu aos 13 anos tentando alimentar a sequestradora. Amélia entrou na história depois, como uma substituta conveniente. Amélia não era sangue do sangue deles.

Um silêncio fúnebre tomou conta da mansão da família Sousa. Todos tinham o coração em pedaços.

— Conversa fiada. Quem garante? Ela não ia admitir que fez por vaidade, né?

Ouvindo o julgamento alheio, Amélia sentiu uma exaustão profunda. Ela tinha apenas uma boca contra mil línguas afiadas. Não tinha forças, nem vontade de se justificar.

Foi quando, de repente, alguém se colocou na frente dela, enfrentando os fofoqueiros:

— Vocês têm algum problema na cabeça? Ela mexeu com vocês? Se a vida dela não diz respeito a vocês, por que não calam essa boca? Bando de urubus! Não têm medo de ir pro inferno com essa língua solta?

Amélia piscou, surpresa. A pessoa que a defendia com unhas e dentes era Neusa. Justo Neusa, que sempre a tratou com desdém, agora comprava sua briga.

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