Sahir
Saí da área de adir já irritado e segui direto para minha área. Precisava de silêncio, de controle, de qualquer coisa que me devolvesse o eixo depois daquela noite caótica. Quando entrei no escritório, a última coisa que eu esperava era encontrar Pashir sentado à minha mesa, no escuro, como se fosse dono do lugar. Por um segundo, pensei seriamente em dar meia-volta.
— Você perdeu o juízo? — falei, num tom baixo, mas carregado de raiva. — Quer morrer? Se eu entro aqui armado e acho que é um inimigo, você estaria no chão antes de abrir a boca.
Ele nem se mexeu. Apenas apoiou os cotovelos na mesa.
— Pelo jeito você está devendo alguma coisa, porque esse mau humor todo não é normal. Senta. Precisamos conversar. Estou te esperando há horas.
Respirei fundo, ainda tenso.
— Eu passei por um evento. Mas fui interrompido por Viyan. — pausei. — Ela transformou a noite em um problema desnecessário.
— Achei que você tinha gostado dela — Pashir respondeu, observando cada reação minha. — Da última vez, você disse que tinha sido uma ótima noite.
— A noite foi ótima — admiti. — O problema foi o dia seguinte. Ela quer controlar tudo, cria expectativas que nunca existiram. E você sabe muito bem que eu não tenho paciência para esse tipo de comportamento.
— Qualquer pessoa que te conheça por cinco minutos sabe disso — ele disse. — Mas não estou aqui para falar de você. Preciso de um favor.
Inclinei-me na cadeira.
— Fala. Se estiver ao meu alcance, você sabe que faço.
— Quero que você me ajude com Maisha — disse, sem rodeios. — Quero que acompanhe a gravidez dela de perto. Que esteja presente, que leve o dinheiro quando for necessário e me mantenha informado sobre tudo.
Ergui a sobrancelha.
— Por quê agora? Você sabe que eu não entendo nada de gravidez e muito menos tenho paciência para dramas.
— Pelo bem do meu casamento e pela estabilidade emocional dela — respondeu. — Preciso me afastar por enquanto. Khandra ainda está processando tudo isso, e Maisha… também. Não quero alimentar ilusões. Quero apenas garantir que meu filho esteja bem.
Cruzei os braços.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Vendida ao Sheik
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