Sahir
Acordei cedo naquela manhã porque não queria dar margem para Viyan começar mais um de seus questionamentos intermináveis. Eu estava sem paciência, sem disposição para explicações e com a cabeça cheia demais para lidar com dramas que não eram meus.
Saí de casa antes mesmo de o sol nascer completamente e segui direto para uma clínica privada no centro de Dubai. Queria resolver aquela situação de uma vez.
Assim que cheguei, fui até a recepção e pedi informações sobre Maisha. A funcionária me observou com atenção antes de responder, avaliando cada detalhe da minha presença como se estivesse tentando entender quem eu era. Não reagi. Não era um bom dia para discussões inúteis.
Ela informou que Maisha ainda não havia recebido alta. Disse que naquela manhã seria realizado um ultrassom e que, dependendo do resultado, a médica decidiria os próximos passos do acompanhamento.
Pedi então que chamasse a médica responsável.
Enquanto aguardava, perguntei se seria possível acompanhar o exame. A recepcionista explicou que isso dependeria da autorização da paciente ou da família.
Assenti com calma.
Não estava ali para criar conflito, mas também não tinha atravessado a cidade para sair sem cumprir o que precisava ser feito.
Poucos minutos depois, a médica apareceu. Era uma mulher segura, profissional, com postura serena. Cumprimentou-me educadamente e perguntou no que poderia ajudar.
Expliquei de forma direta que precisava das informações completas sobre o acompanhamento da gravidez de Maisha: exames, consultas, datas e qualquer detalhe relevante.
Disse também que o pai da criança havia me pedido para acompanhar o processo temporariamente. Ele precisava manter certa distância naquele momento para preservar a estabilidade do casamento, mas queria garantir que tudo estivesse correndo bem.
A médica ouviu com atenção.
Explicou que os exames iniciais seriam feitos naquela semana e que, depois disso, o acompanhamento seguiria o protocolo normal: consultas periódicas e novos exames conforme a evolução da gestação.
Agradeci pelas informações.
Então mencionei que gostaria de acompanhar o ultrassom que seria realizado naquela manhã.
Ela explicou novamente que, por se tratar de um exame íntimo, seria necessário o consentimento da paciente.
Esperei que ela terminasse.
Depois respondi com tranquilidade:
— Entendo perfeitamente. Não estou aqui para causar desconforto. Mas estou representando o pai da criança, e ele gostaria de acompanhar tudo que diz respeito ao desenvolvimento do bebê. Se Maisha permitir, estarei presente. Caso contrário, voltarei quando for necessário.
A médica assentiu.
Seguimos então até a sala de ultrassom.
Sentei-me na cadeira reservada ao acompanhante enquanto a equipe organizava o equipamento.
Alguns minutos depois, Maisha entrou acompanhada da mãe.
Assim que me viu, ela parou por um instante, surpresa.
A mãe, por outro lado, reagiu imediatamente com desconfiança.
— O que ele está fazendo aqui? — perguntou, olhando diretamente para a médica.
A médica explicou de forma neutra:
— Ele veio representando o pai da criança. Pediu para acompanhar o exame.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Vendida ao Sheik
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