Um estalo soou.
Arthur ficou claramente atordoado com o tapa.-
O que se seguiu foi uma fúria avassaladora!
— Beatriz, você tomou coragem, é? — Arthur segurou o pulso dela e a arrancou da coberta de uma vez.
Beatriz debatia-se enquanto rosnava: — Não encosta em mim!
Mas a força dela simplesmente não era suficiente. Arthur a prendeu com uma mão sobre a cabeça e apertou o seu queixo com a outra. Havia uma espécie de ternura doentia em sua voz: — Por que está sendo desobediente de novo, hein? A nossa filha ainda está no hospital esperando a minha medula para se salvar. Ela só tem quatro anos. O que vai acontecer se ela morrer sem mim?
O corpo de Beatriz congelou. Os olhos o encaravam fixamente, e no fundo deles havia um ódio sem fim!
Arthur sabia que ela tinha cedido.
Ele riu, abaixou a cabeça e beijou os olhos dela: — Não me olhe com essa cara. Você sabe que, se a Isabella não estivesse grávida e eu não estivesse com medo de machucá-la, eu também não ia querer tocar em você.
A mão que apertava o queixo dela desceu, enquanto ele zombava: — Por que fingir que é uma mártir casta? Não é como se a gente nunca tivesse... O que é isso?
Ele olhou fixamente para a marca de dente na clavícula de Beatriz, rasgou com raiva o roupão que ela vestia e, ao ver as marcas de chupão espalhadas por aquele corpo claro, os seus olhos quase soltaram fogo!
— Beatriz! Que porra é essa que eu estou perguntando?
Vendo-o tão zangado, Beatriz acabou rindo.
Ela parou de se debater, com as marcas pelo corpo completamente expostas à luz: — Você está cego?
Arthur a enforcou bruscamente e perguntou com uma voz fria: — Você se atreve a me trair? Como você se atreve a me trair?! Fala! Quem é esse homem selvagem?!
Beatriz ficou roxa por causa do aperto no pescoço, mas ainda conseguiu sorrir, usando as palavras mais nojentas de propósito para provocá-lo:
— Eu me vendi... Vendi... Duzentos mil... Ele... Ele é mais... Generoso que você... E na cama... Também é melhor... Que você...
Ela expeliu com dificuldade, quase palavra por palavra, frases que matavam e destruíam a alma. Qualquer homem não suportaria que a sua mulher o provocasse dessa maneira.
Arthur queria matá-la!
— Cala a boca!
Ele parecia se importar pra caramba.
Mas Beatriz sabia que isso era apenas a natureza inferior dos homens.
Especialmente um controlador como Arthur, que mais odiava que mexessem nas suas coisas.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Vendida para o Melhor Amigo do meu Ex