Beatriz saiu.
E viu Isabela descer do carro.
O segurança que abriu a porta foi respeitoso: — Srta. Rocha, a senhora voltou.
Voltou?
Que jeito diferente de cumprimentar, a casa era dela e de Carlos, mas as pessoas tratavam Isabela como a dona?
Isabela acenou, agindo mesmo como a dona.
Quando o segurança ia avisar que Beatriz estava ali, Isabela a viu na porta.
Ela hesitou por um segundo.
Mas lembrando da atitude passiva da esposa, sorriu com presunção.
Deu um passo e provocou num tom gentil: — A Sra. Beatriz veio procurar o Carlos? Ontem à noite eu disse para ele voltar para a Mansão, mas ele não me escutou.
Embora a casa fosse deles, ela ia muito para passar uns dias.
Beatriz nunca aparecia.
Para manter a posição na família, morava na Mansão Menezes desde que se casou.
Servia os mais velhos pessoalmente todos os dias para agradar!
Vendo a roupa que ela usava hoje, parecia uma qualquer, não se parecia em nada com a mulher de uma família rica.
Não era à toa que Carlos e sua mãe não gostavam dela.
Se não fosse a crise financeira há três anos, a posição de Sra. Menezes seria dela.
Pensando nisso, Isabela a odiou.
As palavras provocadoras mostravam posse sobre Carlos.
O olhar de Beatriz era frio e, quando Isabela chegou a dois passos, levantou a mão: "Pá", deu-lhe um tapa.
O tapa veio sem aviso.
Isabela ouviu um zumbido na cabeça.
Colocou a mão no rosto e olhou incrédula: — Você tem coragem de me bater?
Ela ficou louca?
Logo depois, Beatriz deu outro tapa do outro lado do rosto!
Isabela ficou tonta!
Beatriz: — Bater em você por acaso exige coragem?
— Ou você acha que eu preciso manter a cara de uma amante barata como você?
A expressão de Isabela paralisou.
Ela a encarou em choque, Beatriz a tinha chamado de amante?
Como ela ousava?

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