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Virgindade Leiloada romance Capítulo 75

Virgínia

Eu sorri com a sua conversa com a nossa filha, mas permaneci quieta apenas ouvindo.

— O que acha de ajudar o papai nessa tarefa tão difícil de convencer a mamãe a casar com o papai? Hum? O que me diz?

— Larga de ser bobo, Murilo. — eu o cortei, caindo na risada agora. — Eu sei que você me ouviu chegar e está tentando me chantagear com essa história de casamento.

Ele se virou lentamente em minha direção e sorriu, confirmando o que eu já sabia, que ele estava apenas fingindo que não sabia que eu estava ouvindo tudo o que ele dizia para a nossa filha.

— Pelo visto, eu preciso aprender algumas táticas de chantagem com o Ethan, pois ele conseguiu conquistar a Mariana dessa forma e você sabe o quanto eles são felizes juntos.

— Eu não caio em chantagens baratas, Murilo. — afirmei, em tom de desafio.

Eu sabia que o Murilo não resistia a um, e apesar de ele ainda não saber disso, eu já estava organizando novamente o nosso casamento na igreja, mas queria que ele se esforçasse mais um pouco para fingir que foi ele que me convenceu a isso.

— Sei. — ele disse, com a sobrancelha arqueada, já aceitando o desafio imposto por mim.

Eu não estava enganada e logo que a Manuela dormiu e nós voltamos para o nosso quarto, ele declarou, parecendo bem convincente e me levando às lágrimas, de tanto rir.

— Repete, que eu ainda não consigo acreditar no que eu penso ter ouvido. — pedi, às gargalhadas.

— Estou entrando agora em uma greve de sexo, Virgínia. — ele repetiu e realmente, os meus ouvidos não me enganaram. — Só voltamos a transar quando você remarcar a data do nosso casamento.

Ele estava encostado ao espaldar da cama, os braços cruzados sobre o peito e uma cara séria, fingindo estar bravo comigo.

— E fazer amor, a gente pode? — provoquei, parando de rir.

— Não! Nem sexo, nem amor, nem foda… seja lá qual for o nome, eu não faço até que você faça o que estou pedindo.

Só para ter certeza se ele conseguiria se segurar nessa sua “chantagem barata”, eu me arrastei pela cama e fui até ele, o olhando de modo sedutor, enquanto abaixava a calça do seu pijama, colocando o seu membro para fora da roupa e abaixando a boca sobre ele, tomando-o todo dentro da minha boca.

Ele não me impediu de continuar o sexo oral, e eu o chupei com muito empenho e dedicação, enquanto ele soltava pequenos grunhidos de prazer, e eu pensava no quanto era fácil convencê-lo a mudar de ideia.

— Eu vou gozar… — ele avisou, falando baixinho, enquanto segurava os meus cabelos de modo a me deixar completamente excitada.

Eu não me importei em receber todo o seu esperma em minha boca, e engoli tudo, como eu sabia que ele gostava e ficava ainda mais cheio de tesão e quando já não havia mais nenhum resquício do clímax em seu membro, eu tirei a boca, o olhando com malícia.

— Essa sua boca me enlouquece, sabia? — ele elogiou, segurando a minha cabeça de modo a encará-lo com atenção.

Eu me senti vitoriosa ao ouvir isso, mas antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ele me beijou rapidamente nos lábios, se afastou de mim, ajeitando a calça sobre o membro agora flácido, deitou-se na cama e me deu as costas.

— Hei! — eu reclamei. — Não está esquecendo nada?

— Desculpa, amor. — disse, sem se mexer. — Até amanhã e durma bem.

Percebi que ele estava falando sério realmente, quando ele pegou no sono, sem me retribuir a gentileza que eu fiz e permaneceu me ignorando, sexualmente falando, pelos dias que se seguiram.

Murilo

Aparentemente, a minha greve de sexo deu resultado, pois em menos de uma semana após o seu início, ela terminou com a promessa da Virgínia de que iria remarcar o casamento para o mais breve possível.

Assim, nos casamos menos de um mês depois e agora estávamos chegando em Fernando de Noronha, para aproveitar a nossa lua de mel, em companhia da nossa Manuela, é claro.

Virgínia me provocou a esse ponto e correu para o outro quarto da nossa suíte, para buscar a nossa filha e eu suspirei resignado.

— Calma, amigão. — eu disse para o meu melhor amigo. — Uma hora vai dar certo para nós dois.

E depois de me sentir mais controlado, fui em busca das duas mulheres da minha vida.

A nossa lua de mel em Fernando de Noronha foi algo para guardar na memória por toda a vida, pois foram dias únicos e especiais, cheio de amor, felicidade e muito, mas muito sexo mesmo, e aproveitamos todos os momentos em que a nossa filha estava dormindo.

E quando ela estava acordada, nosso tempo era completamente dedicado a ela, estimulando os pequenos gestos e fazendo questão de deixar claro o quanto nós a amamos.

Eu não poderia ser mais feliz, porém descobri que sim, tudo poderia ser ainda melhor, quando voltamos para São Paulo e passamos a nos reunir todos os domingos, na mansão da vovó.

Os pais da Virgínia também nos acompanhavam, pois desejavam passar mais algum tempo na companhia da filha e da neta, e eles se deram muito bem com a minha avó, o que foi ótimo para todos.

A Lavínia e o Aquiles também estavam sempre presentes, juntos com o filhinho deles, o Samuel, que era apenas três meses mais novo que a Manuela e essa diferença foi ficando cada vez menos perceptível, à medida que os dois iam crescendo.

Algumas vezes a Mariana e o Ethan também apareciam e eram muito bem-vindos por todos e o clima era sempre alegre, com muitas brincadeiras e risadas.

O que mais eu poderia desejar?

Eu acreditei que nada, até saber que a Virgínia estava esperando o nosso segundo filho, algo que a gente não sabia que desejava, até saber que tinha acontecido. Eu não poderia ser mais feliz.

Mensagem da Autora:

Chegamos ao final da história entre Virgínia e Murilo e agora vocês irão conhecer um pouco mais sobre Ethan e Mariana. Espero que continuem a acompanhar e que tenham gostado até aqui! Beijos, minhas amoras!

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