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Zoé Santos:A Fênix de Cidade R romance Capítulo 167

Serena Almeida tinha acabado de sair.

Zoé Santos foi ao banheiro para retornar a ligação do pessoal da Cidade Capital.

— Não sei se vou ter tempo. — Zoé Santos apoiou-se de lado na pia, enrolando distraidamente o fio do fone de ouvido no dedo.

Do outro lado, alguém perguntou:

— Você não está de repouso? Justamente agora que teria mais tempo livre, está ocupada com o quê?

— Estou me preparando para o vestibular, ué. — respondeu Zoé Santos num tom preguiçoso. — Prometi à nossa professora que vou estudar sério. Quero surpreender na próxima prova.

Do outro lado, silêncio por alguns segundos.

— Roberto Pereira disse que arrumou um lugar ótimo pra você dormir, é na escola?

Zoé Santos soltou uma risada leve, quase desdenhosa.

— Só diz aí se o lugar é bom ou não.

O silêncio aumentou.

Zoé Santos fez um estalo com a língua.

— O aprendiz é seu, não meu. Para de insistir pra eu ir. Preciso voltar pra aula, vou desligar.

Sem pressa de retornar, Zoé Santos checou as mensagens no celular.

Hoje tinha recebido muito mais mensagens do que ontem.

Começo de setembro.

Setembro dourado, outubro prateado, época em que todos os setores estavam no auge do movimento. Até nos grupos que circulavam pelas zonas cinzentas, as mensagens não paravam de chegar.

Zoé Santos respondeu apenas as mais importantes, depois lavou as mãos e voltou para a sala.

O último ano do ensino médio tinha começado oficialmente e o aviso das provas recém tinha sido dado, dava pra sentir a energia inquieta de todos se empenhando ao máximo.

O barulho da leitura em voz alta era mais forte do que o normal naquela manhã.

Zoé Santos coçou o ouvido, recostou-se na cadeira, abriu o livro que usava há pouco mais de duas semanas e que ainda estava novinho, devorando página após página com uma velocidade impressionante.

...

Na sexta-feira daquela semana, o cartaz anunciando a palestra do Prof. Sérgio Viana, do Instituto de Matemática da Universidade da Capital, para os alunos do último ano, foi afixado no mural de avisos.

— Ano passado foi um professor do Instituto de Física de Engenharia Imperial que deu a palestra para a galera do terceiro ano. Esse ano conseguiram trazer o Prof. Sérgio! — comentou alguém animado.

Na hora, Erick Rocha entendeu o verdadeiro sentido da expressão "quem tem padrinho não morre pagão".

Roberto Pereira, o diretor, tinha realmente trazido uma enxurrada de bons recursos para o Colégio Cidade H.

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