Roberto Pereira não tinha uma residência fixa em Cidade R; continuava hospedado na suíte do Hotel Celestial.
Desta vez, o quarto reservado para o Prof. Sérgio ficava justamente ao lado do seu.
O elevador chegou ao 17º andar. Zoé Santos e Roberto Pereira saíram e logo viram o Prof. Sérgio acompanhado de um aluno, já à porta de seu quarto, como se estivessem ali esperando por Zoé Santos.
O estudante que o acompanhava se chamava Mário e, ao ver Zoé Santos, ficou visivelmente animado.
— Faz quanto tempo, mestre! Tenho uma questão que não consigo resolver faz duas semanas!
— ……
Zoé Santos permaneceu em silêncio.
Alguém normal encontraria outra pessoa e, de imediato, pediria para resolver um problema matemático?
Será que estudar matemática deixa a pessoa assim?
Roberto Pereira ergueu os documentos que segurava.
— Vou enviar esses arquivos. O pessoal da Cidade Capital pediu com urgência. Me esperem uns dez minutos.
Ele entrou no próprio quarto.
Como Jarbas estava de folga hoje, Roberto teve que cuidar de tudo sozinho.
Prof. Sérgio convidou Zoé Santos para entrar em seu quarto, serviu-lhe um chá de frutas e logo pousou um olhar atento sobre ela.
— Você está com um semblante bem melhor do que da última vez. Parece que conseguiu deixar o passado para trás.
Zoé Santos se acomodou no sofá, o rosto sereno e indiferente.
— No momento não tenho nenhuma informação nova. Se quisesse… — Ela olhou de relance para Mário, que vinha em sua direção com um caderno grosso tirado da mochila, e mudou o rumo da frase — Mesmo que não tenha superado, não posso fazer nada a respeito.
Prof. Sérgio pareceu adivinhar o que Zoé Santos deixara de dizer. Embora apreensivo, limitou-se a aconselhar:
— Sua saúde é fundamental. Não… Não se deixe consumir por isso.
O que ele queria dizer era: nada de violência.
Mas preferiu não ir além.
Mário abriu o caderno em uma página repleta de fórmulas e o entregou, apressado, para Zoé Santos.
Ela olhou para ele.
Encontrou aquele olhar límpido de universitário.
Sem alternativas, Zoé Santos pegou o caderno, apanhou uma caneta e começou a calcular.
……
No térreo, Talita Santos acabava de entrar no hotel.
Marta Paz se aproximou a passos largos, com ares de mistério:
— Talita, adivinha só quem acabei de ver?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Zoé Santos:A Fênix de Cidade R
Tenham mais respeito com os leitores...
Quando o autor vai atualizar os cap?em outro app já tá no 319...