Quase duas gerações de diferença!
Além disso, a família Viana era uma das mais tradicionais e influentes de Cidade Capital, um verdadeiro clã de intelectuais, com raízes profundas.
O Prof. Sérgio e sua esposa, Profa. Vera, ocupavam posições de altíssimo prestígio no meio acadêmico: ele era o diretor do Instituto de Matemática da Universidade de Capital, e ela, responsável pelo centro de pesquisas matemáticas.
Ambos, acostumados a lidar com os números frios, tinham fama em Cidade Capital de serem reservados e difíceis de se aproximar.
Mas vendo agora, onde estava a dificuldade? Na verdade, pareciam bastante acessíveis.
Pedro Soares e Leandro Drummond trocaram olhares.
Nos olhos um do outro, puderam ver sentimentos bastante complexos.
Daniel Farias olhou para Zoé Santos e depois para o avô.
A Srta. Santos era um mistério insondável.
Mas o olhar de seu avô parecia atravessar todas as camadas de névoa, enxergando além — seu modo de encarar Srta. Santos era de uma perspicácia ímpar.
Zoé Santos encerrou a ligação e devolveu o celular ao Prof. Sérgio.
Sem perder tempo, o professor reforçou o convite, olhando para Zoé Santos com expectativa — Então, você não quer considerar mais uma vez ser minha orientanda?
Pedro Soares nunca tinha visto o Prof. Sérgio tão fora de sua postura habitual.
Zoé Santos abriu a porta do carro para ele, o queixo alvo levemente erguido em direção ao interior do veículo — Não vou acompanhar, pode ir.
Prof. Sérgio entrou no carro com certa decepção estampada no rosto.
Zoé Santos virou-se e olhou para Henrique Farias com seus olhos brilhantes — Obrigada por hoje.
Ela se referia ao fato de Henrique ter vindo pessoalmente entregar as provas encontradas na internet.
O homem, com uma das mãos no bolso, arqueou ligeiramente a sobrancelha e respondeu sem rodeios:
— Pequena, que tal algo mais prático?
Zoé Santos semicerrrou os olhos e soltou um leve estalo com a língua — Certo, Sr. Henrique, se não se importar, te convido para um tour de uma hora pela cantina do colégio Cidade H.
Daqui a uma hora eu preciso voltar pra aula de revisão.
Henrique Farias a olhou e sorriu de leve — Será um prazer.
Pedro Soares se aproximou, fingindo uma expressão magoada — Só vai convidar o Henrique, irmã? E nós? Eu também ajudei, viu?
Zoé Santos tirou o cartão-refeição do bolso.
Com dois dedos longos e elegantes, fez o cartão balançar no ar, ergueu as sobrancelhas em direção a Pedro, virou-se e seguiu à frente.
O jeito como ela caminhava era marcante, quase selvagem.
Pedro Soares suspirou, impressionado.
A postura dela era tão impactante que parecia não estar mostrando apenas o cartão do colégio Cidade H, mas um cartão black de dez dígitos do Banco Continental.
O grupo chegou ao refeitório.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Zoé Santos:A Fênix de Cidade R
Tenham mais respeito com os leitores...
Quando o autor vai atualizar os cap?em outro app já tá no 319...