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Zoé Santos:A Fênix de Cidade R romance Capítulo 191

Quase duas gerações de diferença!

Além disso, a família Viana era uma das mais tradicionais e influentes de Cidade Capital, um verdadeiro clã de intelectuais, com raízes profundas.

O Prof. Sérgio e sua esposa, Profa. Vera, ocupavam posições de altíssimo prestígio no meio acadêmico: ele era o diretor do Instituto de Matemática da Universidade de Capital, e ela, responsável pelo centro de pesquisas matemáticas.

Ambos, acostumados a lidar com os números frios, tinham fama em Cidade Capital de serem reservados e difíceis de se aproximar.

Mas vendo agora, onde estava a dificuldade? Na verdade, pareciam bastante acessíveis.

Pedro Soares e Leandro Drummond trocaram olhares.

Nos olhos um do outro, puderam ver sentimentos bastante complexos.

Daniel Farias olhou para Zoé Santos e depois para o avô.

A Srta. Santos era um mistério insondável.

Mas o olhar de seu avô parecia atravessar todas as camadas de névoa, enxergando além — seu modo de encarar Srta. Santos era de uma perspicácia ímpar.

Zoé Santos encerrou a ligação e devolveu o celular ao Prof. Sérgio.

Sem perder tempo, o professor reforçou o convite, olhando para Zoé Santos com expectativa — Então, você não quer considerar mais uma vez ser minha orientanda?

Pedro Soares nunca tinha visto o Prof. Sérgio tão fora de sua postura habitual.

Zoé Santos abriu a porta do carro para ele, o queixo alvo levemente erguido em direção ao interior do veículo — Não vou acompanhar, pode ir.

Prof. Sérgio entrou no carro com certa decepção estampada no rosto.

Zoé Santos virou-se e olhou para Henrique Farias com seus olhos brilhantes — Obrigada por hoje.

Ela se referia ao fato de Henrique ter vindo pessoalmente entregar as provas encontradas na internet.

O homem, com uma das mãos no bolso, arqueou ligeiramente a sobrancelha e respondeu sem rodeios:

— Pequena, que tal algo mais prático?

Zoé Santos semicerrrou os olhos e soltou um leve estalo com a língua — Certo, Sr. Henrique, se não se importar, te convido para um tour de uma hora pela cantina do colégio Cidade H.

Daqui a uma hora eu preciso voltar pra aula de revisão.

Henrique Farias a olhou e sorriu de leve — Será um prazer.

Pedro Soares se aproximou, fingindo uma expressão magoada — Só vai convidar o Henrique, irmã? E nós? Eu também ajudei, viu?

Zoé Santos tirou o cartão-refeição do bolso.

Com dois dedos longos e elegantes, fez o cartão balançar no ar, ergueu as sobrancelhas em direção a Pedro, virou-se e seguiu à frente.

O jeito como ela caminhava era marcante, quase selvagem.

Pedro Soares suspirou, impressionado.

A postura dela era tão impactante que parecia não estar mostrando apenas o cartão do colégio Cidade H, mas um cartão black de dez dígitos do Banco Continental.

O grupo chegou ao refeitório.

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