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Zoé Santos:A Fênix de Cidade R romance Capítulo 213

Era fácil deduzir a que “certas coisas” os policiais se referiam de maneira velada.

Todos os membros da família Santos deixaram transparecer, ainda que discretamente, uma nuance sutil em seus rostos.

Talita Santos, sempre atenta ao ambiente, imediatamente apertou os dedos com força.

Ela balançou a cabeça, mordeu os lábios e, com os olhos marejados, murmurou de forma quase inaudível, prestes a chorar:

— Eu não...

— Mas eu entendo, a polícia trabalha com base em provas. Estou disposta a colaborar com a investigação, cof, cof... — disse ela, levando a mão ao ferimento e exibindo um semblante pálido, resultado evidente da perda de sangue, lutando para se manter firme apesar da dor lancinante.

Talita Santos sabia exatamente que expressão usar para conquistar a empatia de todos.

Com lágrimas escorrendo pelo rosto e um olhar de injustiça contida, ela se voltou para os policiais.

O policial responsável já havia conversado com a polícia de Cidade R sobre o caso.

Na verdade, não havia nenhuma evidência concreta que sustentasse as acusações de Marta Paz contra Talita Santos.

Ciente de que aquela visita não renderia avanços, o policial à frente não se alongou.

— Por enquanto, é só isso. Srta. Santos, descanse bem. Se precisarmos, voltamos a procurá-la.

— Muito obrigada. — Talita Santos acenou com educação.

O Sr. José ordenou:

— Thiago, Tomás, acompanhem os policiais até a saída.

O policial principal recusou com um gesto:

— Não se incomodem.

E todos se retiraram.

Já a uma certa distância do quarto, o policial mais jovem perguntou:

— Chefe, o que acha desse caso?

O responsável ainda não havia respondido.

Outro policial ponderou:

— Difícil dizer. Mas, se for mesmo como aquela Marta Paz falou, se Talita Santos realmente fez isso, mesmo sem provas, já serve de lição pra ela.

O golpe não foi fatal, mas o ferimento era grave e profundo.

Talita Santos estava no último ano do ensino médio, um momento decisivo. Seria impossível evitar que seus estudos fossem prejudicados.

Era um preço caro a se pagar.

O policial-chefe franziu a testa, pensativo:

— Já descobriram como Marta Paz chegou a Cidade Capital? E como entrou no condomínio?

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

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