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Zoé Santos:A Fênix de Cidade R romance Capítulo 231

Abner Pedrosa foi buscar o arco particular de Henrique Farias.

Antes mesmo de chegar à porta da sala de tiro, viu, no final do corredor, Maria Alice Pontes e seu grupo vindo na direção dele.

— Srta. Pontes, Srta. Elisa, Sr. Leandro...

Abner Pedrosa fez um leve aceno de cabeça, mantendo-se respeitoso, mas olhou para eles, cheio de dúvida.

— Estão indo para onde?

Maria Alice Pontes lançou um olhar rápido para o que Abner Pedrosa carregava nos braços, reconhecendo imediatamente o objeto.

Seus olhos se estreitaram discretamente.

No entanto, seu rosto permaneceu inexpressivo, e ela sorriu de leve:

— Henrique e Pedro Soares estão lá dentro?

— Sr. Tomás e Sr. Pedro estão lá dentro, a senhora tem...

Antes que terminasse a frase, Maria Alice Pontes já empurrava a porta, caminhando com determinação em seus saltos altos.

O semblante de Abner Pedrosa mudou.

— Srta. Pontes...

Ele apressou-se para acompanhá-la.

Lá dentro, Zoé Santos, vestindo uma camiseta preta e usando fones de ouvido com fio, mascava um pirulito.

O arco já estava armado; o braço da jovem, magro e definido, puxava a corda com precisão e força.

A flecha foi disparada, cortando o ar até atingir o centro do alvo.

Porém, era o alvo ao lado — o de Olívia Farias.

O olhar de Maria Alice Pontes permaneceu frio, passando por outra flecha cravada no alvo de Zoé Santos, distante do centro vermelho.

Uma flecha desviada.

Outra fora do alvo.

Era essa a pessoa que Henrique tanto admirava?

Isadora Barbosa e os outros também notaram, e, após a surpresa, trocaram sorrisos sutis e conhecedores.

Maria Alice Pontes apenas desviou o olhar.

Ela caminhou até o grupo de Henrique Farias, exibindo um sorriso aberto e cordial.

— Henrique, Pedro Soares, vocês me prepararam aqui uma recepção de boas-vindas. Eu queria encontrar vocês, mas...

Maria Alice Pontes lançou um olhar a Zoé Santos, demonstrando educação e medida.

— Parece que não é um bom momento.

Pedro Soares e Glauber Martins nada disseram.

Henrique Farias estava recostado no sofá, as pernas cruzadas, uma pasta de documentos sob a mão, e os dedos longos tamborilando distraidamente.

Sua voz saiu fria e distante:

— Não é que não seja um bom momento para ir à sua recepção. É que nem pensei em ir.

Os dedos de Maria Alice Pontes apertaram discretamente a bolsa.

Ainda assim, o sorriso em seu rosto permaneceu impecável.

— Sei que estão ocupados. Por isso, ao saber que estavam aqui, resolvi vir até vocês — disse Maria Alice Pontes, em tom amistoso. — Faz quase quatro anos que não nos vemos, não é?

— Será? Não costumo lembrar dessas coisas inúteis.

Henrique Farias respondeu sem sequer olhar para Maria Alice Pontes.

Seu olhar gélido percorreu o grupo recém-chegado e, por fim, parou em Abner Pedrosa.

— As regras do clube mudaram? Qualquer pessoa pode entrar na área privada?

A autoridade em sua voz impunha respeito, quase intimidação.

Todos ficaram em silêncio.

O suor brotou na testa de Abner Pedrosa.

— Sr. Tomás...

— Para que tanto drama? — Elisa Farias sentou-se do outro lado do sofá. — Todos jogamos no mesmo círculo. E sua área privada é grande, Henrique. Não podemos entrar?

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