O garçom abriu a porta com um sorriso.
Em nenhum momento olhou diferente para Zoé Santos por ela estar vestida de maneira simples.
Zoé Santos segurava o celular e informou o nome de Maria Clara.
O garçom demonstrou certa surpresa.
O gerente do restaurante, que estava ocupado, ao ouvir o nome “Maria Clara”, apressou-se, aproximando-se com respeito:
— Srta. Santos, por favor, me acompanhe.
Zoé Santos agradeceu com um leve aceno de cabeça.
Era um restaurante de culinária local. No trajeto, paredes decoradas com murais e esculturas de madeira, luminárias suaves, incenso delicado, pequenos lagos artificiais, pontes de madeira, arbustos e uma névoa sutil criavam uma atmosfera envolvente. O ar era perfumado com um leve aroma de pinho.
Era um lugar de extremo bom gosto.
O gerente conduziu Zoé Santos até um salão privativo no segundo andar, bateu na porta entalhada e anunciou:
— Dra. Maria Clara, Srta. Santos chegou.
Assim que viu Zoé Santos, Maria Clara já estava de pé.
O homem tinha traços marcantes, postura elegante e altiva, a pele bem cuidada — exceto por discretas linhas nos cantos dos olhos, era impossível dizer que já passara dos cinquenta anos.
Vestia um terno de corte impecável, em estilo contemporâneo com detalhes bordados, sóbrio e sofisticado.
Ele ordenou ao gerente:
— Pode servir os pratos.
— Pois não. — O gerente retirou-se respeitosamente, fechando a porta atrás de si.
Zoé Santos largou a bolsa casualmente no sofá e sentou-se de frente para ele:
— Me chamou pra quê?
— Precisa haver um motivo para eu querer te ver?
Na mesa já esperavam uma lata de refrigerante e gelo. Maria Clara abriu a lata, despejou no copo e, como era do costume de Zoé, acrescentou nove cubos de gelo.
Enquanto falava, Maria Clara ergueu o olhar:
— Se não fosse pelo Roberto Pereira me contar que você passou por Cidade Capital, seria difícil te encontrar.
Zoé Santos semicerrando os olhos:
— Vai ganhar dinheiro me vendo? Ou acha que minha presença muda o rumo do universo?
Ela já tinha passado o dia inteiro de um compromisso para o outro.
— …
Maria Clara olhou-a fixamente, com um ar solene:
— Se você pensa assim, até que faz sentido.
Com ela por perto, parecia mesmo possível mudar o destino.
Zoé Santos não se deu ao trabalho de responder, pegou o copo, mexeu os cubos de gelo com o canudo e tomou um gole.
Ao mesmo tempo, tirou um papel do bolso e bateu na mesa:
— Reembolso.
Maria Clara pegou o papel e deu uma olhada.
Era um recibo de táxi, vinte reais.
Ele não acreditava.
Maria Clara sacou o celular e fez uma transferência de duzentos mil reais pelo WhatsApp.
Duzentos mil era o limite do WhatsApp, não de Maria Clara.
Ele olhou para Zoé Santos:
— Será que agora você atende sempre que eu chamar?
Zoé Santos riu com desprezo:

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Zoé Santos:A Fênix de Cidade R
Tenham mais respeito com os leitores...
Quando o autor vai atualizar os cap?em outro app já tá no 319...