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Zoé Santos:A Fênix de Cidade R romance Capítulo 246

O garçom abriu a porta com um sorriso.

Em nenhum momento olhou diferente para Zoé Santos por ela estar vestida de maneira simples.

Zoé Santos segurava o celular e informou o nome de Maria Clara.

O garçom demonstrou certa surpresa.

O gerente do restaurante, que estava ocupado, ao ouvir o nome “Maria Clara”, apressou-se, aproximando-se com respeito:

— Srta. Santos, por favor, me acompanhe.

Zoé Santos agradeceu com um leve aceno de cabeça.

Era um restaurante de culinária local. No trajeto, paredes decoradas com murais e esculturas de madeira, luminárias suaves, incenso delicado, pequenos lagos artificiais, pontes de madeira, arbustos e uma névoa sutil criavam uma atmosfera envolvente. O ar era perfumado com um leve aroma de pinho.

Era um lugar de extremo bom gosto.

O gerente conduziu Zoé Santos até um salão privativo no segundo andar, bateu na porta entalhada e anunciou:

— Dra. Maria Clara, Srta. Santos chegou.

Assim que viu Zoé Santos, Maria Clara já estava de pé.

O homem tinha traços marcantes, postura elegante e altiva, a pele bem cuidada — exceto por discretas linhas nos cantos dos olhos, era impossível dizer que já passara dos cinquenta anos.

Vestia um terno de corte impecável, em estilo contemporâneo com detalhes bordados, sóbrio e sofisticado.

Ele ordenou ao gerente:

— Pode servir os pratos.

— Pois não. — O gerente retirou-se respeitosamente, fechando a porta atrás de si.

Zoé Santos largou a bolsa casualmente no sofá e sentou-se de frente para ele:

— Me chamou pra quê?

— Precisa haver um motivo para eu querer te ver?

Na mesa já esperavam uma lata de refrigerante e gelo. Maria Clara abriu a lata, despejou no copo e, como era do costume de Zoé, acrescentou nove cubos de gelo.

Enquanto falava, Maria Clara ergueu o olhar:

— Se não fosse pelo Roberto Pereira me contar que você passou por Cidade Capital, seria difícil te encontrar.

Zoé Santos semicerrando os olhos:

— Vai ganhar dinheiro me vendo? Ou acha que minha presença muda o rumo do universo?

Ela já tinha passado o dia inteiro de um compromisso para o outro.

— …

Maria Clara olhou-a fixamente, com um ar solene:

— Se você pensa assim, até que faz sentido.

Com ela por perto, parecia mesmo possível mudar o destino.

Zoé Santos não se deu ao trabalho de responder, pegou o copo, mexeu os cubos de gelo com o canudo e tomou um gole.

Ao mesmo tempo, tirou um papel do bolso e bateu na mesa:

— Reembolso.

Maria Clara pegou o papel e deu uma olhada.

Era um recibo de táxi, vinte reais.

Ele não acreditava.

Maria Clara sacou o celular e fez uma transferência de duzentos mil reais pelo WhatsApp.

Duzentos mil era o limite do WhatsApp, não de Maria Clara.

Ele olhou para Zoé Santos:

— Será que agora você atende sempre que eu chamar?

Zoé Santos riu com desprezo:

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