Talita Santos balançou a cabeça.
— Estou bem, mãe. O médico já disse que preciso me movimentar um pouco todos os dias, isso faz bem para a recuperação do corte.
Yasmim Castro ficou aliviada.
Voltaram para o quarto.
Dona Meireles estava recostada na cama, que havia sido erguida. Tomava seus remédios com cuidado.
A senhora, já perto dos oitenta anos, tinha cabelos brancos e aparência frágil.
Seu rosto, que fora tão bem cuidado durante a vida, agora mostrava sinais da doença recente: pálido, marcado pelo cansaço e pela debilidade. Ainda assim, mantinha uma elegância inconfundível.
— Mãe, a Talita veio te ver — disse Yasmim Castro, empurrando a cadeira de rodas até a cama da senhora.
— Vovó.
Talita Santos sorriu discretamente, mostrando um ar doce e educado. Sua voz era calma e suave.
Nos olhos, havia aquela leve inquietação de quem encontra um parente pela primeira vez. Ainda assim, sua postura era serena e cheia de dignidade, revelando uma nobreza natural.
Dona Meireles pousou o olhar na cadeira de rodas, franzindo levemente as sobrancelhas.
Ergueu os olhos para Yasmim Castro.
— O que aconteceu aqui?
A filha mal havia voltado para Cidade Capital, e já haviam machucado a menina?
E Zoé e Lucca Santos, onde estavam?
Yasmim Castro sabia exatamente o que preocupava sua mãe, e estava prestes a explicar.
Mas Talita Santos se adiantou, falando com delicadeza, num tom tranquilo:
— Vovó, foi só um acidente, acabei me machucando um pouco mais sério, mas agora já estou muito melhor.
Yasmim Castro percebeu que Talita preferia não preocupar a avó, por isso não entrou em detalhes.
Assim, ela apenas confirmou com um aceno de cabeça para Dona Meireles.
O olhar severo da velha senhora suavizou, enquanto encarava Yasmim Castro.
— Pense bem sobre o que te falei. As crianças vão acabar vindo estudar em Cidade Capital de qualquer jeito.
— Sim, senhora. Agora a senhora deve se concentrar em melhorar, o resto eu vou conversar com Artur e resolver — respondeu Yasmim Castro.
— Faça como achar melhor. No momento, não tenho mais forças para controlar vocês...
Dona Meireles desviou o olhar e estendeu a mão para colocar o copo d’água sobre a mesinha ao lado.
— Vovó, deixa que eu ajudo — disse Talita Santos, que estava mais próxima, inclinando-se para pegar o copo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Zoé Santos:A Fênix de Cidade R
Tenham mais respeito com os leitores...
Quando o autor vai atualizar os cap?em outro app já tá no 319...