— Se estiver mesmo com sono, pode dormir no escritório do Henrique. — Pedro Soares completou, com um sorriso de leveza.
O grupo técnico do Instituto de Computação realmente reunia grandes mentes.
Zoé Santos assentiu com a cabeça, e logo voltou a dormir.
Pedro Soares percebeu que Leandro Drummond, no fundo, nutria certo preconceito contra Zoé Santos.
Bem-feito que o Henrique lhe deu uma bronca.
Que sorte a dele ter uma irmã assim.
Tão bonita, destemida, um verdadeiro prodígio — educada, silenciosa, adorável.
Tsc, Leandro realmente não enxergava nada.
O carro europeu estacionou suavemente no subsolo do Instituto.
No momento em que o veículo parou, Zoé Santos, no banco do passageiro, abriu os olhos.
Pedro Soares estava prestes a chamá-la, mas se surpreendeu ao ver aqueles olhos escuros e límpidos, sem nenhum traço de sono.
Vigilância extrema.
Zoé Santos pegou a mochila no banco de trás, enfiou as mãos nos bolsos e acompanhou Pedro Soares em direção ao elevador.
Reconhecimento facial, de íris, digitais, até escaneamento do crânio—um a um, os bloqueios foram liberados.
Três minutos depois, o elevador parou no quinto andar.
Ao chegarem à porta do escritório de Henrique Farias, nem precisaram bater: a porta foi puxada de dentro.
— Sr. Pedro. — Daniel Farias saudou com frieza, expressão impassível. Ao notar Zoé Santos ao lado, mudou para uma postura respeitosa, abaixando levemente a cabeça: — Srta. Santos.
Pedro Soares soltou um som de desdém:
— Olha só como muda o tom dependendo de quem aparece...
Henrique Farias estava no sofá, discutindo assuntos sérios com alguns membros-chave do grupo técnico.
Ao ouvir o “Srta. Santos”, ele ergueu o olhar para a porta.
Os outros presentes se viraram instintivamente, e, ao pousarem os olhos em Zoé Santos, deixaram transparecer surpresa e admiração.
Daniel Farias saiu para resolver algo.
Pedro Soares, com toda naturalidade, conduziu Zoé Santos para dentro. — Henrique.
Alguns olharam, surpresos diante do rosto desconhecido, mas todos mantiveram a discrição.
Para um grande empresário como Henrique, não era nada incomum aparecer com uma moça bonita por perto.
Pedro Soares levou Zoé Santos até a mesa, acomodando-a na poltrona do chefe.
Foi até a geladeira e pegou uma água gelada para ela.
No sofá, Henrique Farias assinou um documento, fechou a pasta e a passou para o responsável do grupo técnico: — Primeiro, teste de sistema.
— Sim, senhor. — O responsável pegou o documento e perguntou: — E sobre os testes de ataque e defesa? O pessoal da Primeira Zona já deu sinal verde?
Henrique Farias apagou o cigarro com um gesto elegante dos dedos: — A Associação de Hacker aceitou o pedido. Se o sistema passar sem bugs, marcamos com eles.
Ao terminar, levantou-se, dirigindo-se a Zoé Santos.
Os membros-chave ficaram parados, boquiabertos.
Associação de Hacker?!
Pedro Soares, ao ouvir a notícia bombástica, quase se engasgou com a água. Virou-se imediatamente: — Associação de Hacker aceitou? Eles finalmente aceitaram um trabalho nosso?
Zoé Santos olhou para ele, os olhos escuros e frios, expressão inalterada.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Zoé Santos:A Fênix de Cidade R
Tenham mais respeito com os leitores...
Quando o autor vai atualizar os cap?em outro app já tá no 319...