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Zoé Santos:A Fênix de Cidade R romance Capítulo 254

— Se estiver mesmo com sono, pode dormir no escritório do Henrique. — Pedro Soares completou, com um sorriso de leveza.

O grupo técnico do Instituto de Computação realmente reunia grandes mentes.

Zoé Santos assentiu com a cabeça, e logo voltou a dormir.

Pedro Soares percebeu que Leandro Drummond, no fundo, nutria certo preconceito contra Zoé Santos.

Bem-feito que o Henrique lhe deu uma bronca.

Que sorte a dele ter uma irmã assim.

Tão bonita, destemida, um verdadeiro prodígio — educada, silenciosa, adorável.

Tsc, Leandro realmente não enxergava nada.

O carro europeu estacionou suavemente no subsolo do Instituto.

No momento em que o veículo parou, Zoé Santos, no banco do passageiro, abriu os olhos.

Pedro Soares estava prestes a chamá-la, mas se surpreendeu ao ver aqueles olhos escuros e límpidos, sem nenhum traço de sono.

Vigilância extrema.

Zoé Santos pegou a mochila no banco de trás, enfiou as mãos nos bolsos e acompanhou Pedro Soares em direção ao elevador.

Reconhecimento facial, de íris, digitais, até escaneamento do crânio—um a um, os bloqueios foram liberados.

Três minutos depois, o elevador parou no quinto andar.

Ao chegarem à porta do escritório de Henrique Farias, nem precisaram bater: a porta foi puxada de dentro.

— Sr. Pedro. — Daniel Farias saudou com frieza, expressão impassível. Ao notar Zoé Santos ao lado, mudou para uma postura respeitosa, abaixando levemente a cabeça: — Srta. Santos.

Pedro Soares soltou um som de desdém:

— Olha só como muda o tom dependendo de quem aparece...

Henrique Farias estava no sofá, discutindo assuntos sérios com alguns membros-chave do grupo técnico.

Ao ouvir o “Srta. Santos”, ele ergueu o olhar para a porta.

Os outros presentes se viraram instintivamente, e, ao pousarem os olhos em Zoé Santos, deixaram transparecer surpresa e admiração.

Daniel Farias saiu para resolver algo.

Pedro Soares, com toda naturalidade, conduziu Zoé Santos para dentro. — Henrique.

Alguns olharam, surpresos diante do rosto desconhecido, mas todos mantiveram a discrição.

Para um grande empresário como Henrique, não era nada incomum aparecer com uma moça bonita por perto.

Pedro Soares levou Zoé Santos até a mesa, acomodando-a na poltrona do chefe.

Foi até a geladeira e pegou uma água gelada para ela.

No sofá, Henrique Farias assinou um documento, fechou a pasta e a passou para o responsável do grupo técnico: — Primeiro, teste de sistema.

— Sim, senhor. — O responsável pegou o documento e perguntou: — E sobre os testes de ataque e defesa? O pessoal da Primeira Zona já deu sinal verde?

Henrique Farias apagou o cigarro com um gesto elegante dos dedos: — A Associação de Hacker aceitou o pedido. Se o sistema passar sem bugs, marcamos com eles.

Ao terminar, levantou-se, dirigindo-se a Zoé Santos.

Os membros-chave ficaram parados, boquiabertos.

Associação de Hacker?!

Pedro Soares, ao ouvir a notícia bombástica, quase se engasgou com a água. Virou-se imediatamente: — Associação de Hacker aceitou? Eles finalmente aceitaram um trabalho nosso?

Zoé Santos olhou para ele, os olhos escuros e frios, expressão inalterada.

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