Um cabelo loiro, rosto de traços finos e profundos, com aquela beleza de anjo mestiço, e não tinha ainda vinte anos.
O rapaz era do tipo alto e magro, daqueles que parecem crescer para cima sem ganhar corpo.
Nada nele transmitia a força bruta que seu codinome sugeria.
Naquele instante, Orca estava diante da tela do computador, com uma expressão abatida.
Suspirou profundamente e, num português um tanto truncado, murmurou:
— Ai, ser amado é assim mesmo, faz a gente se sentir invencível! Antes eu tratava os outros como cachorro, agora quero ser o cachorro de alguém... Que mundo, viu!
Joker permaneceu em silêncio por um momento.
Queria fazer Orca cair na real.
Ele queria ser cachorro, mas talvez aquele chefão nem quisesse isso.
Joker preferiu não dizer nada que magoasse.
De repente, Orca perguntou:
— Pra quem é o teste de segurança dessa vez?
Joker respondeu:
— Henrique Farias.
Orca ficou sem entender:
— Aquela turma já pediu esse serviço várias vezes, né? Por que aceitar justo agora?
Joker folheou os dossiês ao seu lado.
O primeiro pedido tinha sido feito por Pedro Soares, cuja representatividade era óbvia.
O segundo, por Alfredo, subordinado de Henrique Farias.
O terceiro, pelo próprio Henrique Farias.
Na Associação de Hacker, ao receber um pedido, sempre investigavam o histórico de quem solicitava, para proteger ao máximo a própria organização.
Joker encarou a foto de Henrique Farias.
O homem estava recostado numa poltrona, pernas longas cruzadas com elegância, imponência natural, e um rosto tão marcante que superava qualquer modelo de revista.
Seu instinto dizia que a grande diferença entre os três pedidos era justamente quem os fazia.
O olhar de Joker foi se transformando, agora carregava um traço de desconfiança e surpresa.
Sentia que talvez tivesse encontrado um ponto cego.
Mas... não era possível, era?
......

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Zoé Santos:A Fênix de Cidade R
Tenham mais respeito com os leitores...
Quando o autor vai atualizar os cap?em outro app já tá no 319...