— Óbvio que o Vicente não ia te enrolar! Só perguntei isso para ter munição certeira para zoar o Lorenzo depois! — Disse Teresa.
Entre Vicente e Lorenzo, obviamente, Teresa ficava do lado de Vicente.
O orgulho todo do Lorenzo de ser o "amigo único" havia acabado de virar pó.
Teresa já se via tirando sarro dele com isso pelo ano inteiro!
Animadíssima, Teresa deixou de lado toda a irritação da briga do dia anterior com Lorenzo e esfregou as mãos, maliciosa, já planejando como ia arrasar na próxima discussão.
Margarida suspirou, divertida, e após finalizar os últimos ajustes da exposição com Teresa, voltou para casa acompanhada discretamente pelos seguranças.
Igual à noite anterior, Vicente já a esperava em casa.
Ele veio direto ao seu encontro, envolvendo-a nos braços com carinho e perguntando com voz suave:
— Conseguiu fechar todos os detalhes da exposição?
— Consegui sim, agora está tudo redondinho. Só falta abrir oficialmente daqui a dois dias. — Margarida respondeu, radiante, lembrando-se do que havia esquecido de perguntar na véspera. — Sr. Vicente, você foi ver seu amigo que acordou do coma. Como ele está? Hoje batendo papo com a Teresa, ela disse que se ele estiver bem, gostaria de convidar ele para dar uma olhada na exposição, sabe, para levantar o astral.
Era sincero mesmo. Teresa estava cheia de gratidão pela pessoa que havia demolido o ego de Lorenzo.
Sabendo como era importante manter o ânimo em alta para quem havia acabado de sair de um coma longo, ela queria criar momentos de alegria para o rapaz.
Sem contar que, se aquele amigo misterioso realmente aparecesse na exposição, Teresa teria a oportunidade perfeita de alfinetar Lorenzo.
Mas ao ouvir Margarida, Vicente desviou o olhar e enrijeceu sutilmente:

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