Teresa observava a cena, completamente incrédula.
— Vocês nos conhecem? De onde tiraram essa intimidade toda? — Ela cruzou os braços, irritada. — Olha só, hoje foi a filhinha querida de vocês que resolveu criar problemas, saindo com a cadeira de rodas para o meio da rua e bloqueando o trânsito. Se não fosse pela rapidez da Margarida, a Eduarda com certeza teria sido atropelada!
Teresa deu um passo à frente, com o rosto vermelho de indignação.
— Então, se querem descontar a raiva em alguém, descontem na filha de vocês. A gente não vai levar a culpa por isso! — Ela bufava de raiva enquanto continuava. — O que fizemos hoje foi uma boa ação, mas vocês aparecem aqui sem nem um obrigado e já começam com acusações. Mas que tipo de gente é essa?
Aquela família conseguia ser mais problemática que Nanda e Leonor juntas.
Margarida franziu a testa, compartilhando dos mesmos pensamentos de Teresa. O jeito como aquele casal a encarava, como se fosse uma velha conhecida, deixava uma sensação estranha no ar.
De qualquer forma, Margarida não permitiria que estranhos a tratassem daquele jeito. Nem Vicente gritava com ela!
Posicionando-se ao lado de Teresa, ela falou com firmeza:
— Olhem, se vocês realmente se importam tanto com a Eduarda, se têm todo esse carinho pela filha de vocês, então cuidem melhor dela em vez de deixá-la sair por aí sem supervisão. Eu não tenho nenhuma relação com a Eduarda. Hoje ajudei por uma questão de consciência, mas da próxima vez não vou mais me envolver onde não fui chamada.
— Como assim não se envolver? — Saulo explodiu, o rosto transfigurado pela raiva. — Como você ousa falar assim? Você sabe com quem está falando?
Apesar da aparência pacata, quando furioso ele revelava um lado ameaçador.

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