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A Amante que Virou Cunhada romance Capítulo 38

Margarida já tinha recortado, às escondidas, uma foto de uma joia de revista e deixado na cabeceira da cama, alimentando o desejo simples de um dia, quando se casasse, ter um diamante igual àquele.

Mas, agora, diante da luz que brincava sobre o brilho do diamante real à sua frente, o tal diamante dos sonhos parecia insignificante. Nada podia se comparar ao valor, à beleza e ao significado especial daquela aliança feminina.

— É justamente esse o sentido por trás do design dessas alianças, Margarida. — Vicente colocou delicadamente o anel na palma de sua mão, encarando-a nos olhos, falando devagar para que cada palavra ganhasse peso. — Elas são um símbolo da eternidade e da preferência, representam o desejo de um homem de oferecer o que há de melhor para a mulher que escolheu estar ao seu lado.

No fundo, não havia desigualdade alguma. Tudo se resumia ao quanto se estava disposto a se doar, de corpo e alma.

Margarida jamais pensou que, dentro de um casamento de aparência, ouviria algo tão tocante. E, para ela, que nunca tinha sentido como era bom ser escolhida ou colocada em primeiro lugar, tudo aquilo mexeu com seu coração.

Seus cílios longos tremeram, e ela não conseguiu desviar o olhar de Vicente. Era como se toda aquela profundidade, força e mistério de seus olhos quisessem sugá-la para um mundo de sensações novas. Porém, diferente do pavor frio daquele dia em que quase se afogou, agora era uma serenidade improvável que tomava conta de seu peito.

Foi então que o carro passou por uma lombada e um solavanco súbito quebrou o encanto, trazendo-a de volta à realidade. Margarida virou o rosto, fechando os dedos com força em torno da caixinha vermelha, com tamanha intensidade, que sentiu a mão adormecer, como se segurasse um segredo perigoso.

— Senhor... Sr. Vicente, quem criou o design dessas alianças realmente caprichou na dose de romantismo, hein? — Ela comentou, a voz levemente embargada entre nervosismo e admiração.

— E você gostou? — Vicente perguntou com uma voz baixa e firme, esperando a resposta.

— Eu gostei sim. — Respondeu Margarida, com uma sinceridade que não tentou esconder. Guardou o anel com cuidado, já imaginando o momento de usá-lo no cartório. Mas, como se lembrasse de algo importante, abriu um pequeno sorriso. — Ah, Sr. Vicente, já que você preparou este presente para mim... eu também tenho uma coisa para te entregar. Dá uma olhada.

Pegou da bolsa um contrato de cooperação e o colocou diante de Vicente, sem rodeios.

Talvez ele não esperasse uma retribuição daquele tipo.

Vicente demorou um instante, olhando para ela com uma mistura de curiosidade e surpresa. Só depois perguntou:

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

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