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A Amante que Virou Cunhada romance Capítulo 407

Mesmo ciente do que se passava, Marina sabia que não podia deixar transparecer nenhum sinal de raiva. Engolindo a irritação quase dolorida, apertou os punhos com tanta força que sentiu as unhas buscando a pele, mas ainda sim forçou um sorriso delicado ao olhar para Margarida.

— Margarida, eu sei que já tivemos alguns desentendimentos, mas você realmente acredita que eu seria capaz de agir com maldade de propósito contra você?

— Ora, imagina. — Respondeu Margarida, sorrindo de volta. — A senhora, já mais velha, não teria motivos para isso, né? Agora, a Leonor pensou direitinho antes de fazer besteira. Ontem, durante a exposição de arte, mesmo sabendo que eu era a tal da mestra M, ela pediu para alguém destruir minhas obras. Quase morri de susto!

Ela então olhou ao redor, antes de continuar, com um tom carregado de teatralidade:

— E a Leonor, cadê ela agora? Será que não aproveitou minha ausência de hoje para tentar destruir minhas peças de novo?

A pergunta ecoou no ambiente, dita com tamanha convicção que, se recebesse um "sim", Margarida sairia correndo imediatamente para a exposição, pronta para impedir outra confusão.

Marina sentiu o sangue ferver, mas se obrigou a engolir a irritação. Estava claro que Margarida não iria facilitar, e ia se fazer de desentendida até o fim. Depois do desastre do dia anterior, era óbvio que Leonor não teria chance de continuar armando confusão.

Naquele momento, Guilherme interveio, pigarreando suavemente para trazer a conversa de volta ao motivo da reunião:

— Margarida, sobre ontem... A Leonor me desobedeceu e acabou criando todo aquele problema na sua exposição. Assim que soube, tratei de impor a disciplina adequada. Ela está de castigo no quarto e deve ficar lá por um bom tempo. Não se preocupe, não vai acontecer de novo.

— Ah, então é por isso... — Assentiu Margarida, simulando alívio, mas dentro de si já esperava por aquela resposta.

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