— Vicente, você acha que essas rosas-vermelhas vão mesmo criar um clima romântico se eu arrumar desse jeito na mesa? — Perguntou Lorenzo assim que Vicente desligou o telefone com a equipe de segurança.
De longe, Vicente viu Lorenzo carregando um enorme buquê de rosas-vermelhas. Ele andava de um lado para o outro no salão do restaurante, tentando achar um lugar adequado para as flores, mas dava para notar que faltava experiência em decoração, Lorenzo simplesmente não conseguia se decidir onde colocar as flores.
Isso fez Vicente ficar ainda mais irritado.
— Lorenzo, quem te disse para comprar rosas-vermelhas? Quero montar um ambiente para pedir desculpas de verdade para Marga, não para celebrar aniversário de casamento. Você acha mesmo que essas rosas-vermelhas combinam com a situação?
Vicente tinha encomendado especialmente lírios-brancos importados. O branco transmitia elegância e aquela sensação de pureza, além de terem um perfume suave que acalmava.
Aquelas eram as pequenas coisas que Vicente esperava que ajudassem Margarida a entender o quanto ele estava arrependido, e que talvez aliviassem um pouco a raiva dela.
Só que Lorenzo, assim que soube que ia ter um evento, correu comprar flores vermelhas, e a cor marcante delas acabava com o clima tranquilo que Vicente queria criar.
Lorenzo ficou sem graça, percebendo agora o erro.
— Vicente, você pensa em tudo mesmo... Eu só achei que pedir desculpas precisava de um clima romântico, sabe? Nem me toquei que o importante, nessas horas, é mais o conforto do que o romantismo. Pode apostar que com todo esse cuidado, a Margarida logo esquece tudo e te perdoa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Amante que Virou Cunhada