— Gente, a Srta. Margarida já está casada com o Vicente, nem faz sentido ficar falando do passado, né? Não tem por que insistir nisso... — Disse Marina, tentando ao máximo manter a calma, tomando logo a responsabilidade de defender Margarida e Vicente.
Na verdade, ela não fazia aquilo por puro altruísmo. Sabia muito bem o tipo de coisa que Leonor já se meteu e precisava proteger a filha, custasse o que custasse. Para piorar, mesmo após sua reputação de boa madrasta ter ido por água abaixo, Marina queria ao menos tentar não piorar ainda mais sua imagem na frente da imprensa.
Mas tudo isso acabou sendo interrompido por uma voz masculina, fria e grave, que ressoou por todo o salão.
— A coletiva termina aqui. Daqui em diante, tudo é assunto interno da família Almeida. Seguranças, por favor, acompanhem todos para fora. — Determinou Guilherme, que, até então, havia permanecido em silêncio, mas agora, sem hesitar, já dava ordens para os seguranças afastarem todo mundo.
Os repórteres e curiosos estavam visivelmente frustrados por saírem no auge do bafafá, mas diante da pressão de Guilherme não restava escolha, por isso os celulares e câmeras foram guardados e, um a um, todos deixaram o local.
Em instantes, o gigantesco salão ficou apenas com as famílias Almeida e Carvalho.
Guilherme então subiu ao palco, encarando Vicente, sem rodeios.
— Por que não me contou que ia se casar?

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