Kathleen não imaginava que Christopher, de voz branda e que costumava ser gentil, ficaria irritado.
“Chris, foi apenas uma sugestão. Ele não pode fazer nada se eu não concordar”, disse Kathleen sem jeito.
“Você é muito despreocupada”, disse ele enquanto a olhava preocupado.
“Não diga isso. Eu também fico de mau-humor”, os olhos dela eram como belos orbes escuros.
Christopher se sentiu muito mal por ela. “Porque ele a forçou a isso?”
Kathleen o observou.
Ele é mesmo muito simpático!
“Chris, você é uma pessoa tão gentil. Por que ainda não se casou?”, perguntou Kathleen com curiosidade. “Você é um ótimo cavalheiro, e muito bom em confortar as pessoas.”
Christopher a olhou com uma expressão enigmática. “Bem, porque eu não gosto de ninguém.”
“Lembro do incidente do ano passado. Sua avó disse querer te apresentar uma garota, mas você disse que gostava de alguém”, Kathleen se lembrou.
“É, mas ela é casada”, ele respondeu com cautela.
A pessoa era casada?
“Ah, Chris. Me desculpa pela intromissão. Não vou falar mais nada”, Kathleen se sentiu bastante arrependida.
“Não tem problema”, respondeu Christopher de modo caloroso. “Se já terminou de arrumar suas coisas, vamos descer.”
“Tudo bem”, Kathleen assentiu.
Christopher a encarou. Ela era adorável. Ele queria acariciar os cabelos dela e dizer-lhe para não ter medo. Contudo, teve de resistir ao impulso.
Se Kathleen e Samuel se divorciassem, Christopher jurou ficar ao lado dela não importa quão doloroso fosse o caminho à frente.
Sem que ela pedisse, o rapaz a ajudou e carregou sua bolsa.
Kathleen se sentiu envergonhada. Ela falou com doçura: “Ah, não precisa. Posso fazer isso sozinha.”
“Não tem problema”, Christopher foi excepcionalmente gentil.
Ele estava decidido a cuidar muito bem dela a partir daquele dia.
“Tudo bem”, Kathleen assentiu.
Então, eles entraram no elevador. Eles estavam a caminho da UTI para visitar Benjamin.
Gemma monitorava do lado de fora.
“Gemma”, Kathleen a chamou quando se aproximou. “Você veio. Descansou?”
“Sim, descansei”, Gemma puxou a mão de Kathleen. Olhando para Christopher, ela perguntou: “Quem é ele?”
“Meu nome é Christopher Morris”, a voz dele era suave.
Gemma olhou para ele com atenção. Ela corou um pouco e cumprimentou: “Olá.”
“Como o Benjamin está?”, Kathleen perguntou preocupada.
“A condição dele é um pouco estável”, explicou Gemma. “Os médicos disseram que o estão medicando e os efeitos são melhores do que o esperado. Muito obrigada, Kathleen.”
“Pelo quê?”, Kathleen ficou surpresa.
“Ouvi dos médicos que a família Macari pagou por todas as despesas médicas do Benjamin”, respondeu Gemma.
Kathleen lançou um olhar a Christopher. “Wynnie já se encontrou com o diretor do hospital?”
“Acho que não”, Christopher franziu as sobrancelhas.
Se não foi Wynnie? Quem foi?
“Fui eu”, a voz gélida de Samuel ecoou do lado de fora da sala.
Samuel? O olhar de Kathleen ficou cruel.
Bem, não importa. Não havia diferença entre o dinheiro dos Macari e do Samuel, de qualquer forma. Ele era um Macari, afinal.
“Obrigada”, disse Kathleen.
“Ele salvou sua vida. É natural que eu pague pelas despesas médicas dele. Não há por que me agradecer”, Samuel tinha uma expressão sombria em seu belo rosto.
Acha que é esposa de quem?
“Christopher, por que você está aqui?”, Samuel franziu a testa.
Ele e Christopher tinham apenas alguns dias de diferença. Por isso ele nunca se dirigia ao primo com deferência.
Ele voltou para lá?

Então isso significa que a garota precisa dele? Ele está disposto a renunciar a sua liberdade devido a alguma mulher. Que ridículo!
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Os comentários dos leitores sobre o romance: A ansiedade de um divórcio