“Calvin, como você vai me ajudar?”, Kathleen franziu a testa.
“Podemos considerar a traição de Samuel. Só precisamos das provas de que ele está te traindo e usá-las no tribunal. Deixe que o tribunal decida”, respondeu ele.
Kathleen ficou perplexa.
Samuel é mesmo filho dele? Por que ele parece mais meu pai que dele? Parece que os Macari nem gostam dele.
Envergonhada, ela o lembrou: “Mas Calvin, ele é seu filho.”
“Nós também a consideramos como nossa própria filha. Como ambos são meus filhos, eu os amo muito”, ele a olhou de modo significativo. “De qualquer forma, o azar será dele se vocês se divorciarem.”
Kathleen ficou sensibilizada. “Obrigada, Calvin. Mas quero resolver este assunto com Samuel de forma amigável. Afinal, é possível que nos esbarremos mesmo após o divórcio. Não há por que a situação ser tão tensa.”
O celular de Calvin tocou.
Ele atendeu à ligação, sua voz era indiferente: “A outra parte precisa de um intérprete porque é de Granatano? Vá ao Departamento de Estudos Estrangeiros da Universidade e procure alguém proficiente em Granatolano.”
Kathleen se intrometeu: “Sei falar essa língua. Posso ajudá-lo em alguma coisa?”
Surpreso, Calvin perguntou: “Você sabe?”
Ela assentiu.
“Que bom. Por que não sobre e troca de roupa? Vamos precisar ir à empresa mais tarde. Chegou um perito de Granatano, mas ele não fala nossa língua.”
“Está bem”, ela subiu de imediato.
Calvin retomou a ligação e disse ao seu assistente: “Estarei lá em breve.”
Dito isto, desligou o telefone.
Kathleen trocou de roupa, enquanto isso. Ela tirou do guarda-roupa uma camisa branca e uma saia plissada na altura do joelho. Combinadas, as peças dariam a ela uma aparência bonita e elegante.
Além disso, tinha uma pequena gravata laço sob o colarinho. A roupa parecia profissional. Harmonizada com seu belo rosto, hipnotizaria qualquer um que a visse.
Após arrumar-se, ela e Calvin partiram. Era sua primeira vez na empresa. Ela nunca havia ido lá.
Após casar-se com Samuel, ele pediu que ela não fosse à empresa. Ele fez isso para evitar que as pessoas soubessem quem ela era, porque temia que afetaria sua reputação.
Naquela época, ela não queria causar problemas para ele, assim, seguiu seu pedido de bom grado. Desta vez, porém, ela estava lá para ajudar Calvin, e não, tinha qualquer intenção de se encontrar com Samuel.
“Calvin, seria possível não dizer a ninguém que eu sou sua nora quando chegarmos no escritório?”, Kathleen perguntou sem jeito.
Calvin perguntou com uma carranca: “Samuel te pediu isso?”
Ela assentiu.
“Por que ele faz tantas exigências? Você já exigiu algo dele?”, ele estava curioso para saber a resposta.
Ela respondeu envergonhada: “Nunca exigi nada dele.”
Calvin ficou sem palavras.
A jovem se sentiu um pouco culpada ao pensar que talvez o tivesse decepcionado.
Calvin suspirou e disse: “Kate, você pega muito leve com Samuel. É por isso que ele age assim.”
Por que ela faz as vontades dele?
Kathleen baixou a cabeça.
“Não estou te dando uma bronca, mas você é esposa dele. Por que nunca pediu nada?”, Calvin ficou perplexo com a atitude dela.
A resposta era tão óbvia para Kathleen, que a jovem ficou confusa com a pergunta. “Porque Samuel não me ama e receio que ele não aceite o que eu pedir. Ele vai me ignorar.”
Calvin cedeu ao sentir a dor de cabeça se aproximar. “Está bem. Tem a minha palavra.”
“Obrigada, Calvin”, ela apertou os lábios e disse: “Não, isso não está certo. Devo chamá-lo de Sr. Macari.”
Calvin não gostou de passar de sogro para um conhecido.
Por que sinto como se minha filha não fosse mais voltar para casa após se casar? Aquele imprestável do Samuel! É graças a ele que estou tão desapontado. Se ele se atrever a casar com Nicolette, vou expulsá-lo da empresa. Que filho inútil!


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