Kathleen adentrou um restaurante e pediu um prato de macarrão vegano para si.
Após sua refeição, logo partiu para visitar Benjamin, que estava internado em um hospital próximo.
Ela não pôde evitar sua crescente preocupação enquanto observava a forma inconsciente de Benjamin através da janela de seu quarto no hospital.
“O estado de meu irmão está estável desde cedo”, disse Gemma, surgindo por trás de Kathleen, vestida de enfermeira e equilibrando uma bandeja nas mãos.
“Quando seu irmão voltará à consciência?” Perguntou com cautela.
A expressão de Gemma se fechou enquanto respondia: “O médico diz que ainda é cedo demais para dizer.”
“Por que não tenta consultar a opinião de outros especialistas?”
“Está tudo bem, Kathleen. Ainda há tempo”, Gemma a confortou. “A propósito, como foi sua experiência sendo voluntária?”
“Foi uma grande revelação! Aprendi bastante”, ela entusiasmou-se.
Ela sorriu. “Acabei de assistir ao seu discurso durante minha pausa. Você foi incrível.”
“A propósito, por que o interesse repentino em pessoas com autismo?”
“Bom, meu irmão adotivo é autista”, disse Gemma com uma expressão mais séria pairando em seu rosto.
Isso era novo.
“Meus pais adotivos são bem ricos. Eles me adotaram porque eu parecia maleável e obediente. Esperavam que eu cumprisse seus desejos de cuidar de seu filho quando eles partissem. Seu plano era que nós dois nos casássemos, então ofereceram-me sua herança como incentivo. E então ameaçaram me deserdar se eu recusasse”, disse Gemma com sarcasmo.
Kathleen ficou sem palavras de tão espantada com a história que ouvira.
“Fiquei sabendo sobre tudo isso quando estava no ensino médio. Eles juraram que se eu fosse contra sua vontade, iriam parar de pagar minha mensalidade e despesas diárias. Entrar em uma universidade teria sido uma causa perdida.”
“Isso é um absurdo!”
“Sinta-se sortuda, Kathleen. Eu realmente passei por uma experiência terrível, mas as coisas mal me abalam hoje em dia”, Gemma aconselhou com um sorriso amargo.
Kathleen agarrou ansiosa as mãos da outra. “O que aconteceu depois? Como você conseguiu superar?”
“Felizmente, meu irmão já era um policial naquela época. Ele me localizou e me cuidou de mim até a graduação.” Gemma sorriu carinhosamente.
Então, sentiu uma onda de simpatia invadi-la e seus olhos arderam com as lágrimas não derramadas pela situação da irmã de Benjamin.
“Não se preocupe. Meu irmão ficará bem”, tranquilizou.
Kathleen apertou os lábios.
Gemma estava certa. Ela era realmente muito afortunada. A família Macari sempre havia a tratado com respeito e gentileza.
A outra se desculpou ao perceber a hora. “Dever me chama. Depois a gente conversa mais.”
“Até mais!” Kathleen acrescentou com um aceno.
Com um último olhar para o quarto de Benjamin, Kathleen saiu do hospital.
No dia seguinte, Kathleen se encontrou com Federick para finalizar os termos de seu contrato.
“Sinto muito, Federick! Sobre ontem…” gaguejou Kathleen.
“Não se preocupe com isso. Entendo completamente.” Ele ofereceu um sorriso gracioso enquanto entregava o contrato.
Os olhos de Kathleen se arregalaram enquanto ela lia os termos. “Você está disposto a pagar tudo isso pelo meu roteiro?”
“Claro! Você ainda não viu quanto os grandes profissionais ganham com seu trabalho. O seu é bom o suficiente para uma novata.”
“Cento e cinquenta mil já superaram minhas expectativas.” Kathleen brilhava de satisfação.
“Você consegue concluir seu trabalho em três meses?”
Kathleen concordou entusiasticamente enquanto assinava o contrato. “Eu prometo.”
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