Felizmente, Jace estava livre quando pedi para ele vir. Em menos de três horas, já estava em Darkspire, me encontrando com Kael no pequeno restaurante ao ar livre dentro da Matilha.
Jace parou no meio do caminho assim que viu Kael sentado comigo. Eu já tinha dito que ele encontraria alguém, mas não revelei quem.
— O que diabos ele está fazendo aqui? — Jace estreitou os olhos. — Ele tá te mantendo como refém, Lyric? Ou só veio para me irritar de novo?
Vi Kael cerrar o punho sob a mesa, claramente se segurando.
— Jace, por favor. Senta-se. — Bati no assento vazio.
Ele encarou Kael com intensidade antes de se acomodar.
Dois segundos depois, entendeu sozinho o que estava acontecendo.
Levantou as mãos.
— Não, espera. Não me diga que o “alguém” que eu tinha que encontrar é esse idiota.
— Me chama de idiota de novo e eu te arrebento — Kael rosnou.
— Guarda isso para alguém que realmente se importa — Jace retrucou, venenoso.
Caramba.
— Vocês dois podem parar!? Por favor! — bati na mesa, mas parecia que eles só ouviam a si mesmos.
— Eu tô tentando, Lyric — Kael rebateu. — Mas ele é cabeça quente demais para ouvir!
— Uau. — Jace começou um aplauso lento. — Olha só, o Sr. “Dou o primeiro soco” agora quer dar aula de etiqueta.
Inspirei fundo.
— Kael, se você precisa que isso funcione, vai ter que se controlar.
Graças à lua, os dois se calaram, mesmo que Kael estivesse com os olhos ardendo de raiva.
— Ly, fala logo. Porque esse clima tá uma merda — Jace resmungou, pegando meu copo de vinho e bebendo.
— Na verdade… — olhei para Kael. — Ele precisa da sua ajuda.
Jace se engasgou, cuspindo vinho pela mesa e tossindo como se eu tivesse contado a maior piada do mundo.
— Espera aí. Você disse que ele precisa da minha ajuda? O quê? Cavando a própria cova?
— Jace, vamos. É sério.
— Tá, tá. — Ele revirou os olhos, se voltando para Kael. — O que você quer?
Kael demorou, claramente engolindo o orgulho.
— O Retiro da Montanha, no Leste. Seu pai já passou os direitos para você. Eu preciso de acesso.
Jace congelou, e então explodiu em gargalhadas.
— Isso é ouro! — Ele bateu palmas, se dobrando de rir. — Então o Sr. “Todo-Poderoso” finalmente precisa de mim. Eu devia chamar a imprensa: “Kael Engole o Orgulho”. Seria manchete mundial.
— Não estou implorando, Jace. Se não quiser ajudar, fale logo.
Droga. Que jeito de pedir favor.
— Beleza. Então não quero ajudar. — Jace se levantou.
— Por favor, senta-se — agarrei sua mão.
— Não, Lyric. Se ele quer a minha ajuda, vai ter que pedir direito. Educadamente.

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