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A Babá e o Juiz romance Capítulo 10

Alex ficou parado segurando a porta, enquanto eu já descia as escadas.

— Casar com uma garota tão jovem, eu? Nunca!

As minhas palavras ainda pareciam ecoar nos seus ouvidos:” Mas para transar não, não é mesmo?

Alex voltou para dentro do quarto, suspirando impaciente.

— Droga! Que porcaria! Eu sou um idiota mesmo!

Eu voltei para o meu quarto me sentindo uma idiota. Estava satisfeita, mas ainda era virgem!

No dia seguinte, não foi diferente das outras vezes. Alex estava sentado à mesa e me cumprimentou com frieza. Eu já devia estar acostumada com aquilo.

— Bom dia, senhorita Shimidth!

Eu respondi inclinando suavemente a cabeça. Passei para a cozinha e lá, Giorgia me pediu para levar uma bandeja com geleias e manteiga para mesa.

— O patrão acordou mais cedo e eu me perdi. Me ajuda, por favor!

Eu assenti e fui servir o poderoso chefão. Era assim que ele acordava, sério, altivo!

— Venha aqui!

Eu o olhei friamente e depois de arrumar os pequenos potes na mesa, me aproximei. Ele cochichou olhando na direção da cozinha, de olho para que Giorgia não o ouvisse:

— Por que você está com essa cara? Satisfiz a sua vontade, não satisfiz? Por que não pode ser paciente?

Eu, que estava inclinada, trouxe o meu corpo de volta e respondi séria, fria:

— Acho que está se divertindo às minhas custas!

— Por quê?— ele ficou perplexo.

Eu prontamente lhe rebati:

— O senhor tem a doutora Livia, claro, tinha me esquecido! Aquece comigo e aposto que chega no trabalho e termina o serviço com ela!

Alex arqueou as sobrancelhas e em seguida deu uma gargalhada sonora.

Eu fiquei mais irritada.

— Vem aqui!— ele disse puxando a minha mão.

Eu obedeci quando Alex ainda tentava controlar o riso.

— Acha mesmo que eu transo com a Lívia ou com qualquer outra?

Eu assenti, cabisbaixa.

— Eu não transo!— ele disse apertando a minha mão.

Eu ergui a cabeça e vi aqueles olhos verdinhos me olhando divertidos.

Eu lancei um olhar cheio de ódio, antes de rebater:

— Eu sou apenas a babá da sua filha. Eu sei que não quer se comprometer comigo!

Alex soltou a minha mão e fechou o semblante.

— Estou viúvo há pouco tempo!

Eu retruquei afobada:

— Faz mais de seis meses!

— Sim e acha muito? Para mim, é como se tivesse sido ontem!

Houve um silêncio.

— O senhor sente desejo.

— Você despertou isso em mim novamente!

Eu fiquei confusa.

— Do que adianta, não é comigo que se satisfaz!

— Não tenho outra!

Nos olhamos longamente.

Giorgia chegou com alguns talheres e ficou surpresa nos olhando. Ela pigarreou e nos assustamos.

Eu me retirei nervosa.

— Acho melhor acordar a Cristal.

Alex me acompanhou com o olhar e Giorgia expressou indignação. Quando ele virou-se, e percebeu sua expressão, indagou seco:

— Algum problema, Giorgia?

Veio o famoso puxão de cabelo. Eu arqueei o corpo assustada.

— Mãe, pára com isso! Olha só, eu estou no meu ambiente de trabalho!

— Que se dane!

Quando ela soltou os meus cabelos, eu senti que as lágrimas ameaçaram descer.

— Você não está sabendo fazer as coisas!

Eu dei um passo para trás, para comunicar a minha decisão.

— Eu não vou mais insistir, isso é humilhante!

— O quê!

Eu dei mais um passo para trás e argumentei:

— Ele muda completamente no dia seguinte! Me sinto uma prostituta!

Eu fiquei paralisada quando percebi que aquilo provocou a minha mãe, mas já era tarde, ela veio fora de si e me desferiu um tapa no rosto. Eu senti a pele queimar.

Minha mãe era cruel. Falava de sedução como se fosse a coisa mais natural do mundo, afinal se tratava de armar para um juiz, o meu patrão! Que loucura, eu estava apavorada!

— Você o seduz, engravida do otário e eu faço ele se casar sob chantagem. Ele é uma figura importante e o seu nome não pode estar atrelado a um escândalo como esse!

Eu fiquei encolhida, incrédula no meu canto.

— E como eu faço isso? Como eu seduzo um homem desse? Ele é seguro, experiente!

Minha mãe riu sarcástica e se aproximou falando como uma cobra, que me cercava, ameaçando dar o bote:

— Bobinha, você cheira a leite! Ele deve estar encantado! Aposto que já deu liberdade para ele! Ele conhece o seu corpo, não? Um homem lindo e grande daquele! Ah, eu faria um estrago ali!

Eu estava cabisbaixa, quase chorando e insisti:

— Como faço para ele me querer! Diga de uma vez! A senhora sabe!

Minha mãe riu orgulhosa e respondeu:

— E como eu sei! Vou te dar as coordenadas, é só seguir que o trouxa não vai resistir! Ele está carente há anos e será uma presa fácil!

Eu fiquei atenta escutando, e claro, fiquei chocada!

Depois que ela foi embora, Giorgia veio curiosa, mas eu nunca lhe contaria o que a minha mãe me mandou fazer. Só de lembrar, eu já ruborizava. Mas eu estava decidida a fazê-lo.

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