Alex ficou parado segurando a porta, enquanto eu já descia as escadas.
— Casar com uma garota tão jovem, eu? Nunca!
As minhas palavras ainda pareciam ecoar nos seus ouvidos:” Mas para transar não, não é mesmo?
Alex voltou para dentro do quarto, suspirando impaciente.
— Droga! Que porcaria! Eu sou um idiota mesmo!
Eu voltei para o meu quarto me sentindo uma idiota. Estava satisfeita, mas ainda era virgem!
No dia seguinte, não foi diferente das outras vezes. Alex estava sentado à mesa e me cumprimentou com frieza. Eu já devia estar acostumada com aquilo.
— Bom dia, senhorita Shimidth!
Eu respondi inclinando suavemente a cabeça. Passei para a cozinha e lá, Giorgia me pediu para levar uma bandeja com geleias e manteiga para mesa.
— O patrão acordou mais cedo e eu me perdi. Me ajuda, por favor!
Eu assenti e fui servir o poderoso chefão. Era assim que ele acordava, sério, altivo!
— Venha aqui!
Eu o olhei friamente e depois de arrumar os pequenos potes na mesa, me aproximei. Ele cochichou olhando na direção da cozinha, de olho para que Giorgia não o ouvisse:
— Por que você está com essa cara? Satisfiz a sua vontade, não satisfiz? Por que não pode ser paciente?
Eu, que estava inclinada, trouxe o meu corpo de volta e respondi séria, fria:
— Acho que está se divertindo às minhas custas!
— Por quê?— ele ficou perplexo.
Eu prontamente lhe rebati:
— O senhor tem a doutora Livia, claro, tinha me esquecido! Aquece comigo e aposto que chega no trabalho e termina o serviço com ela!
Alex arqueou as sobrancelhas e em seguida deu uma gargalhada sonora.
Eu fiquei mais irritada.
— Vem aqui!— ele disse puxando a minha mão.
Eu obedeci quando Alex ainda tentava controlar o riso.
— Acha mesmo que eu transo com a Lívia ou com qualquer outra?
Eu assenti, cabisbaixa.
— Eu não transo!— ele disse apertando a minha mão.
Eu ergui a cabeça e vi aqueles olhos verdinhos me olhando divertidos.
Eu lancei um olhar cheio de ódio, antes de rebater:
— Eu sou apenas a babá da sua filha. Eu sei que não quer se comprometer comigo!
Alex soltou a minha mão e fechou o semblante.
— Estou viúvo há pouco tempo!
Eu retruquei afobada:
— Faz mais de seis meses!
— Sim e acha muito? Para mim, é como se tivesse sido ontem!
Houve um silêncio.
— O senhor sente desejo.
— Você despertou isso em mim novamente!
Eu fiquei confusa.
— Do que adianta, não é comigo que se satisfaz!
— Não tenho outra!
Nos olhamos longamente.
Giorgia chegou com alguns talheres e ficou surpresa nos olhando. Ela pigarreou e nos assustamos.
Eu me retirei nervosa.
— Acho melhor acordar a Cristal.
Alex me acompanhou com o olhar e Giorgia expressou indignação. Quando ele virou-se, e percebeu sua expressão, indagou seco:
— Algum problema, Giorgia?
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