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A Babá e o Juiz romance Capítulo 11

Até Cristal percebeu que eu estava ansiosa. Eu olhava para a porta a todo instante, enquanto estava à mesa de jantar com ela.

— Está esperando o meu pai?

Eu a olhei assustada.

— Eu?!

Cristal riu gostoso e respondeu:

— Você é apaixonada pelo meu pai, eu sei! Por que não namora com ele? Prefiro você do que a doutora Lívia!

Eu fiquei sem jeito, inquieta, mas não quis esticar aquele assunto com uma criança! Seria indecente, uma vez que eu fazia parte de um plano para coagir o seu pai a se casar contra a vontade.

Assim que Alex chegou, eu já lhe lancei um sorriso malicioso, o que o deixou intrigado.

Eu subi as escadas com Cristal e ele ficou me olhando.

Giorgia era metida! Chegava da cozinha e flagrou a minha ação.

— Ela está estranha, não?

Alex ficou confuso.

— Ah é, e por que você diz isso?

Giorgia se balançou antes de responder:

— A malvada esteve aqui!

— Quem?!

— A mãe dela!

— A mãe dela?

— É, a infeliz bateu na menina!

— Bateu?

— Ela cobriu com maquiagem para Cristal não perceber, mas eu vi, logo que a outra se foi! Eu não toquei no assunto para não lhe constranger!

Alex ficou intrigado, pensativo.

— Vou falar com ela hoje! Vou tirar essa história a limpo!— ele decidiu.

Giorgia até gostou e sorriu satisfeita.

Quando eu desci, ela me avisou:

— O patrão quer falar com você! Ele comeu pouco, parecia ansioso!

— Pode deixar, Giorgia, vou lhe evitar, vou fingir que esqueci o seu recado!— eu menti, claro

— Não, menina, parece que é importante! Vai lá!

Eu olhei atravessado. Giorgia estava estranha! Ela me queria longe do Alex, e então por que queria tanto que eu fosse falar com ele?

Eu concordei animada. Tudo estava propício para o meu plano!

Quando eu subi as escadas para falar com Alex, Giorgia ficou embaixo, torcendo por mim. Eu não entendi nada! Eu olhei para trás num certo momento e sorri para ela.

Enfim, tinha que ser naquele dia! Eu respirei fundo e bati na porta.

Eu tive a impressão de que Alex levou tanto tempo para abrir.

A porta se abriu e aquele homem grande, lindo e sedutor estava na minha frente, vestindo um roupão. Desta vez estava amarrado na frente.

— Entre!

Eu obedeci. Já ficava à vontade naquele quarto.

Alex trancou a porta e voltou me encarando misterioso. Ele chegou muito perto e tocou o meu rosto.

— Ai!– eu fiz uma careta.

Ele se assustou.

— Então é verdade! Ela te bateu!

— Não!— Eu tentei negar.

— Por que ela fez isso?— ele quis saber.

Eu baixei a cabeça e segurei o choro.

Alex ergueu o meu queixo e procurou os meus lábios. Eu respirava ofegante. Eu pensava que daquela noite não podia passar.

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