Eu desci as escadas e fui direto para a cozinha. Ainda olhei de rabo de olho na direção do bar e vi Alex achando graça das piadas de Adriana. Ela parecia estar um pouco alegre devido ao álcool.
Max me olhou curioso e Alex também me acompanhou com o olhar.
Giorgia e Theo estavam me esperando ansiosos.
— Por que demorou tanto?— ela quis saber.
Eu me sentei na grande mesa de mármore.
— Que cara é essa?— Théo ficou curioso.
Eu respondi desanimada:
— Vocês já devem saber, com certeza já perceberam a farra no bar.
Giorgia fechou o semblante e se ajeitou na cadeira.
— Eu vi, uma animação! O senhor Max fica incentivando a moça a beber. Quase que eu fui lá, o Theo não deixou! Isso não se faz!
Eu fiquei pensativa.
— O Alex me ameaçou!— eu disse.
— O quê?— Theo era sempre dramático.
Giorgia também ficou preocupada.
— Ameaçou como, menina? Do que você está falando?
Eu suspirei antes de explicar:
— Ele percebeu que eu estava incomodada com a presença dela aqui e disse que se eu não estivesse no quarto dele quando subisse, ele chamaria a Adriana!
— Então come logo menina, está esperando o quê?— Giorgia falou empurrando o prato na minha frente.
Theo ficou indignado.
— Mas isso é chantagem!
— Exatamente, meu amigo!— eu concordei.
Giorgia perdeu a paciência.
— Se você também deseja esse homem, porque ele precisa te chantagear?– ela indagou naturalmente.
Theo entrou na conversa, sem piedade:
— Porque ela não é igual a você, Giorgia, que ficou anos cedendo a lábia daquele conquistador barato, que não perdia uma oportunidade de se insinuar para quem quer que fosse!
Giorgia arregalou os olhos e se levantou nervosa, quase chorando de raiva.
— Está falando assim de mim, com que direito?
Theo sustentou a sua tese:
— Eu cheguei aqui depois de você, mas a fama do homem perdura até hoje no fórum!
Eu comecei a comer olhando para os dois com receio que aquele assunto me tirasse o apetite.
A discussão continuou. Theo estava alterado, apesar de que não podíamos falar alto para não chamar a atenção dos patrões.
— Eles são todos iguais! Está vendo aí o que o outro fez com a Bella? A menina só tem dezoito anos! Ele tirou a virgindade dela e ainda se acha no direito de ameaçar colocar outra na cama, caso ela resolva não servi-lo! Ora bolas, me poupe!
O mais cômico é que eu levantei a mão nesse momento e corrigi o meu amigo:
— Dezenove! Vou fazer amanhã!
Os dois pararam para olhar para mim, depois retomaram a discussão. Agora foi a vez de Giorgia.
— Se uma mulher resolve lutar pelo seu amor, ninguém tem o direito de julgar se ela está sendo explorada! Ela decide se quer ser explorada, mesmo porque no amor não existe isso! Se eu quiser, eu vou! Foi assim com o Zinho e foi assim com você também!!
Theo ficou sem argumentos e se aquietou no seu canto, mas Giorgia, ainda deu o seu último desabafo ao voltar a sentar:
Alex sorriu malicioso, deu uma olhada para a colega que mal conseguia segurar o copo na mão e disse:
— Não pense muito, pois eu estou em brasa hoje!
Eu engoli em seco e subi quase correndo. Entrei no meu quarto e me encostei na porta respirando com dificuldade.
— Meu Deus, é muita tentação!— eu disse acariciando os meus seios que pareciam querer pular do uniforme.
Fechei os olhos e passei a mão por debaixo da barra do vestido curto. Constatei que estava toda lubrificada.
— Ai Alex!— sussurrei.
Eu parecia ouvir a discussão entre Giorgia e Théo e fiquei indecisa.
Tomei uma decisão. Um banho frio iria me fazer relaxar, assim eu baixava aquele fogo e ia direto para a cama.
Voltei do banheiro me secando, estava com o corpo mais calmo, mas o coração angustiado.
Eu só conseguia pensar na Adriana se deitando com o Alex. Bêbada daquele jeito, podia até engravidar e tirar todas as minhas chances com ele.
joguei a toalha longe e vesti a camisola mais indecente que encontrei. Daquelas que a pervertida da minha mãe me deu.
A camisola vermelha, aberta na frente com apenas três laços fechando e a calcinha minúscula na mesma cor, segura por um laço na frente, que quando soltava, deixava minha intimidade toda à mostra.
Eu respirei fundo, já querendo voar até aquele quarto onde dormia o gigante mais lindo e gostoso desse mundo.
Eu saí apressada e empurrei a porta do quarto de Alex. Suspirei ansiosa olhando em volta, sorrindo e falando sozinha:
— Eu nunca deixaria fácil para Adriana! Ela que lute!
Sentei na cama, de frente para a porta e abri os laços. Todos eles, libertando os meus seios fartos. Abri as pernas e fiquei rindo sozinha, imaginando a cara de Alex quando visse a cena.
A porta se abriu de repente.
— Você veio!

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