Max foi com tudo para cima de Adriana, que aguentou a pressão. Ele estocou diversas vezes como um animal no cio e ela por sua vez, não ficava atrás, gemia alto, ao passo que Max tinha que abafar com a mão na sua boca.
Adriana transpirou tanto, se mexendo enlouquecida que nem se importava com o que Max falava ao seu ouvido.
— Eu nunca te esqueci, ninguém geme gostoso assim!
Na verdade, Max se lembrava naquele momento, do seu amor do passado, da mulher do seu irmão. Ele era muito jovem, um adolescente ainda. Ela tinha vinte anos e mesmo tendo conseguido permissão do pai para se casar com o juiz que lhe despertou para o sexo, nunca pôde satisfazê-lo totalmente. Ele sempre procurava mulheres fora e dentro de casa.
Mirtes era uma garota mimada. Prometeu ao pai que faria andradas deixar o magistrado, caso contrário, o pai não concordaria com o seu casamento.
Andradas era um sonhador. Muito rico, escolheu o magistrado contra a vontade dos pais e teve que viver assalariado por muitos anos. Aceitou a proposta do pai de Mirtes e deixou a sua profissão amada para trás, mas sua vida promíscua, nunca!
Max ia fazer companhia para a cunhada a pedido do irmão até que se apaixonaram. Andradas os flagrou na cama, mas acreditando que merecia a traição da mulher e financeiramente nas suas mãos, aceitou simplesmente passar uma borracha em tudo. Pouco depois, quando Mirtes apareceu grávida, eles foram morar fora do país, voltando alguns anos depois. Nesse tempo, Max, de posse de toda fortuna dos pais, saiu do país.
Alex cresceu no Brasil e também seguiu o magistrado. O tio veio visitá-los algumas poucas vezes e alguns encontros entre ele e Mirtes foram inevitáveis.
Adriana ficou muito curiosa para saber quem era essa mulher, mas só depois de satisfeitos, acalmado os ânimos, ela deitada ao lado de Max, começou a interrogar:
— Quem é essa mulher, que geme gostoso, que você nunca tirou do coração? Quem é a sortuda?
— Não é da sua conta!— Max respondeu ríspido.
— Mas eu também sou gostosa, não sou?— Adriana brincou subindo em cima de Max.
Max virou o rosto impaciente.
— Agora que sabe da minha fraqueza, me deixe, vá para o quarto de hóspedes!
Adriana permaneceu em cima do membro de Max, tranquila e brincalhona.
— O que sente pela babá? Quer voltar no tempo com a franguinha?
Max empurrou Adriana para o lado aborrecido e respondeu:
— Bella é uma mulher incrível, ela é para casar, não para ser amante!
Adriana se ergueu para olhar Max nos olhos. Ela estava incrédula.
— O que você vê na amante do seu sobrinho?
— Bella não é amante do meu sobrinho, ela é uma mulher sensível e apaixonada. Ela faz qualquer coisa por esse amor, mas ele só quer usá-la! É isso que eu queria que ela entendesse!
Adriana franziu a testa e desabafou:
— Você é hipócrita! Transou com uma mulher casada, nunca a esqueceu, transou comigo pensando nessa mulher misteriosa do seu passado e acha que pode julgar o seu sobrinho por estar fazendo da babá da sua filha, a sua amante!
— Não estou falando de mim, mas de Bella!— Max argumentou.
Adriana se levantou irritada.
— Para mim, é a mesma coisa! Onde fica esse tal quarto de hóspedes?
— Os quatro últimos do corredor! — Max respondeu se levantando.
Adriana vestiu-se rapidamente, nervosa, falando sem parar:
— Vocês são todos iguais! Usou, tchau! Eu devia saber, você queria a franguinha e eu queria Alex, isso nunca daria certo!
Max segurou Adriana já na porta e o seu jeito naturalmente sedutor, a fez parar e encostar na parede para olhar nos olhos dele.
— Não foi bom?— ele indagou tocando os lábios dela suavemente com os dele.

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