POV: LAUREN
— Você me entendeu? — A voz de Ethan era baixa, mas carregada de ameaça. A mão dele se apertou ainda mais contra minha garganta, e eu assenti com dificuldade, sentindo as lágrimas escorrerem pelo meu rosto quente e trêmulo.
Ele sorriu satisfeito e, com um movimento calculado, deslizou a mão para longe, deixando meu corpo fragilizado pelo choque. Mas não me deu espaço para respirar. Encostou o braço na parede ao lado da minha cabeça, bloqueando qualquer tentativa de fuga, colando seu corpo contra o meu. O escuro do cômodo nos envolvia, e ele se inclinou, sua respiração quente e repugnante roçando minha pele.
— Agora me diga, querida… — Ele sibilou, os dedos deslizando pelo meu rosto até alcançar meus lábios. Cravou as unhas levemente, apertando, machucando. Seu toque era um insulto. Um aviso. — Por que o seu maldito marido foi até a minha empresa exigindo que eu devolvesse a você o controle do que é meu?
Meu coração disparou.
— Henry fez o quê? — Minha voz falhou entre um sussurro trémulo e um soluço contido.
Não tive tempo de pensar na resposta. O punho de Ethan atingiu a parede acima da minha cabeça com um estrondo seco, me fazendo encolher.
— Não minta para mim, Lauren! — O tom agressivo fez meu estômago se revirar de medo. — Eu sei que você o instigou a me derrubar. Acha que não percebo? Acha que não sei que você é amarga pela minha decisão de trocar você por algo melhor? Por algo fértil?
Ele riu, um som frio e cortante que me fez estremecer de raiva e desgosto.
— Mas tenho que admitir… — Ele continuou, os dedos deslizando pelo meu pescoço, descendo perigosamente. — Você é muito melhor na cama do que Violet, mais submissa.
Meus pulmões travaram. O nojo me percorreu o corpo como um choque elétrico.
— Me solta, seu nojento! — Eu gritei, juntando todas as forças que me restavam e pisando com toda a minha energia no peito do pé dele.
Ele gritou de dor e cambaleou para trás. Um instante de espaço, um instante de esperança. Passei por ele em disparada, o coração batendo desenfreado, as pernas ameaçando falhar. Mas minha vitória durou pouco.
Os dedos de Ethan se enroscaram nos meus cabelos e puxaram com força. Um grito rasgou minha garganta quando fui jogada para trás, chocando-me contra a parede com brutalidade.
— Sua maldita ingrata! — Ele rugiu, o rosto contorcido em raiva, os olhos cheios de um brilho doentio que me fez temer pelo pior.
Meus pulmões ardiam. Minhas forças se esvaiam. Mas eu não podia ceder.
— Talvez eu devesse ensinar você a me respeitar — ele sibilou, saboreando minha fragilidade. Uma mão pressionou minha cintura, explorando sem escrúpulos. — Faz tempo desde a última vez que eu a comi … aposto que seu marido nem sabe fazer isso direito.
Um arrepio de repulsa subiu pela minha espinha. A revolta queimava em meu peito, mas o medo tentava me paralisar. Eu não podia deixar isso acontecer. Eu não ia deixar isso acontecer.
Cerrei os dentes, o desespero transformando-se em fúria. Ele não me teria. Nunca mais.
A fúria explodiu dentro de mim, se sobrepondo ao medo. Meus olhos arderam e meu peito subia e descia rápido, minha respiração acelerada pela revolta.
— Henry é muito melhor que você em todos os aspectos. E maior. — Eu cuspi as palavras com veneno, sorrindo ao ver o ego dele se contorcer em raiva. — Tanto que me engravidou rapidamente, algo que você nunca conseguiu em anos. Talvez seu esperma seja tão fraco quanto você, querido.

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