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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 135

POV: HENRY

— Vou tomar um banho, anotar tudo o que lembro e ligar para Lauren. — Eu avisei, tentando organizar meus pensamentos.

A realidade era que eu precisava agir rápido. Lá embaixo, os paparazzi provavelmente já estavam reunidos, prontos para transformar essa história em um espetáculo ainda maior. Além disso, se realmente fui drogado, a substância podia sair do meu organismo a qualquer momento. Precisava coletar o sangue o quanto antes.

E, acima de tudo, eu precisava proteger Lauren. Eu resolveria isso. Eu a faria acreditar em mim, porque jamais a trairia. Eu a amava. Amava nosso filho que ela carregava. Amava Theodor. Nunca destruiria isso. Nunca destruiria a família que estávamos construindo.

Entrei no chuveiro, sentindo a água quente escorrer pelo meu corpo tenso. Meu peito subia e descia de forma irregular. O peso da situação fazia minha respiração ficar pesada. Ao passar a mão pelo tórax, senti arranhões profundos. O canto da minha boca ardia, como se tivesse sido mordido. Mas, ao verificar a cama e minhas roupas íntimas, não havia vestígios de fluidos. Um pequeno alívio percorreu meu peito. Se não houve sexo, eu teria uma chance de provar minha inocência.

Minutos depois, uma batida firme na porta ecoou pelo quarto. Peguei a toalha, passando-a rapidamente pelo corpo antes de abrir. Uma mulher entrou, seu olhar clínico varrendo o ambiente.

— Olá, Sr. Carter. Sou Micaela, amiga de Lucian e enfermeira. — Ela se apresentou com seriedade. — Ele me explicou suas suspeitas. Preciso que se hidrate e sente para que eu faça a coleta.

Assenti, seguindo suas instruções sem questionar. O processo foi rápido. Micaela trabalhou com eficiência, o semblante neutro, mas seus olhos analisavam cada detalhe.

— Recomendo que continue se hidratando, coma algo leve e tente descansar. — Ela instruiu ao terminar. Parou à porta e me encarou com um olhar mais firme. — Sr. Carter, se o exame confirmar que foi drogado, recomendo que procure a delegacia e processe os responsáveis. Isso é um crime sério.

Minha mandíbula se contraiu.

— Estou ciente, Micaela. E agradeço sua preocupação. — Minha voz saiu fria, controlada. — Só mais uma coisa… poderia me dar uma carona?

Ela arqueou a sobrancelha, desconfiada.

Eu precisava sair daquele hotel sem ser visto pelos repórteres. Encontrar Lauren era minha prioridade. Explicar essa armação nojenta antes que fosse tarde demais. Meu maxilar estava travado, os punhos cerrados com força, e minha respiração vinha pesada.

— Preciso de uma carona, não posso sair pela entrada principal. Os paparazzi estão em peso lá fora. — Minha voz saiu carregada de frustração. — Pago o que for preciso.

— Não precisa me pagar. Fico feliz em ajudar. — Micaela respondeu, me lançando um olhar compreensivo.

Saímos discretamente pelos fundos, e eu entrei no carro com a cabeça baixa. Espiei pela janela escura e vi o tumulto de jornalistas amontoados na entrada do hotel, sendo contidos pelos seguranças. Meu estômago revirou. Eles queriam sangue, e estavam sedentos pela minha ruína.

Micaela me deixou na entrada lateral do resort onde Lauren estava hospedada. Subi diretamente para o último andar. Meu coração batia forte e descompassado. As mãos suadas, o corpo trêmulo, uma mistura de ressaca, mal-estar e o medo real de perdê-la. Se ela acreditasse nessa farsa, eu nunca me perdoaria.

Parei em frente à porta. Fechei os olhos por um instante, tomando fôlego, antes de girar a maçaneta. A porta se abriu devagar, e meus olhos percorreram o ambiente à procura dela. O quarto estava impecável, mas o que chamou minha atenção foram as pétalas de rosa sobre a cama, formando um coração. Um balde de champanhe repousava ao lado, acompanhado de um suco. Lauren tinha preparado aquilo para nós.

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