POV: HENRY
Inclinei-me, o suficiente para que meu nariz raspasse levemente contra o pescoço dela, inalando aquele perfume doce e inebriante. Ela ficou imóvel, mas seu corpo tremia levemente, e os pelos da sua nuca se arrepiaram sob minha proximidade.
— Nunca viu um homem nu antes? — Eu provoquei, a voz baixa e rouca, carregada de sarcasmo. — Não gostou do que viu?
Ela abriu a boca, mas apenas um som nervoso saiu. Seus olhos desceram até minhas mãos, depois voltaram para os meus braços. Finalmente, soltou um suspiro trêmulo e gaguejou:
— Eu... foi inapropriado. Eu peço desculpas por invadir o seu quarto.
Inclinei a cabeça, observando cada detalhe de sua expressão corporal.
— Foi isso que fez? — perguntei, mantendo o tom propositalmente baixo e sedutor. Dei um passo adiante, diminuindo ainda mais a distância entre nós. Meu tórax quase tocava suas costas, e eu podia ouvir sua respiração se tornando mais pesada. Deslizei uma mão pelo seu braço, subindo até o ombro, afastando os cabelos que caíam em cascata. Me inclinei, sussurrando próximo ao seu ouvido. — Invadiu, Sra. Becker?
— Sr. Carter... — Lauren murmurou, sua voz entrecortada, carregada de nervosismo. Ela soltou um som quase imperceptível que poderia ser um gemido, e aquilo me divertiu mais do que deveria. Eu sabia que ainda a desconcertava. Era evidente. — Isso... — Ela limpou a garganta, tentando encontrar a compostura enquanto ajustava a postura, pressionando-se contra a porta como se quisesse escapar. — É inapropriado. Você, como meu chefe, não deveria agir assim. Não foi para isso que vim aqui.
— Que pena. — Minha resposta saiu provocadora e deliberada. Dei de ombros e recuei o suficiente para pegar a bermuda, vestindo-a de forma casual. Notei pelo reflexo que ela ainda estava de costas, uma mão cobrindo os olhos, enquanto a outra parecia tatear a porta como se fosse uma âncora. Voltei a me aproximar, tocando levemente seu quadril. Apertei de forma sutil, sentindo o pequeno tremor que percorreu seu corpo. Abaixei o tom de voz, deixando minha fala ainda mais grave. — Pode olhar agora, Sra. Becker. Não precisa sair correndo.
Ela hesitou, mas se virou lentamente, os olhos ainda semicerrados, como se não tivesse certeza de que estava segura para olhar. Sua respiração estava irregular, o rubor evidente em sua face. Quando finalmente abriu os olhos por completo, vi seu olhar descer involuntariamente pelo meu abdômen ainda exposto.
— Sra. Becker, está assediando o seu chefe? — perguntei, arqueando uma sobrancelha com diversão, deixando minha provocação clara.
— Eu? Não! — Ela respondeu apressada, mas se engasgou nas palavras, desviando o olhar enquanto suas bochechas coravam.
— Agora que já conheceu o meu quarto e apreciou a vista, há algo mais que queira discutir? — continuei mantendo o tom provocador, observando como ela ficava cada vez mais desconfortável. Era fascinante vê-la tentando se recompor.
Ela respirou fundo, endireitou os ombros e finalmente me encarou. Apesar do esforço para parecer firme, sua expressão ainda revelava um leve nervosismo.
— Sr. Carter, você pediu para que eu viesse conversar com o senhor, mas antes disso, gostaria de tratar de um assunto mais importante. — Sua voz tentava ser controlada, mas eu percebia a hesitação.
— E que assunto seria este? — Eu cruzei os braços, inclinando levemente a cabeça enquanto meu olhar percorria suas feições. Notei que ela ficou ainda mais ruborizada quando desviei os olhos para suas curvas, e isso me arrancou um sorriso de canto. — Estou ouvindo, Sra. Becker.
— É... — Ela engoliu em seco, seus olhos descendo novamente pelo meu abdômen antes de morder os lábios e bufar, claramente desconfortável. — O senhor poderia ao menos colocar uma camisa?
— Não consegue evitar de olhar? — Provoquei deliberadamente, dando um passo à frente. — Se gosta de apreciar, fique à vontade, Sra. Becker. Não vou me ofender.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A BABÁ GRÁVIDA DO CEO