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A BABÁ GRÁVIDA DO CEO romance Capítulo 63

POV: HENRY

— Eu... me arrependo, meu amor. — Mia avançou de repente, tentando me abraçar.

Um gemido de dor escapou quando toquei meu abdômen.

Antes que eu pudesse reagir, Lauren percebeu e agarrou o braço de Mia com força, suas unhas cravando na pele dela.

— Ele está ferido, sua maldita! — Lauren gritou, empurrando-a com força.

Mia cambaleou para o lado, surpresa, mas o olhar dela logo se transformou em puro ódio.

— Henry, seu curativo... — A voz de Lauren tremeu ao notar o sangue se espalhando pela bandagem.

Olhei para baixo e vi a mancha vermelha crescendo. Uma tontura me atingiu, e dei um passo instável para trás, apoiando-me na maca.

Lauren se aproximou rapidamente, segurando meu braço e me ajudando a me ajeitar na cama. Mia tentou se aproximar, mas Kate entrou em sua frente como um escudo.

— Se você der mais um passo, eu te arrasto daqui na base dos t***s! — Kate disparou friamente, avançando um passo para reforçar a ameaça.

Mia hesitou, os punhos fechados ao lado do corpo. Seus olhos encontraram os meus, carregados de raiva e frustração.

— Isso não vai ficar assim, Henry! Vocês vão pagar por essa humilhação! — Ela gritou, bufando antes de virar nos saltos e sair pisando forte pelo corredor.

— Kate? — Lauren a chamou, ignorando Mia completamente. — Chame o médico, por favor.

Kate assentiu e saiu apressada.

Me virei para Lauren, sentindo o peso do que acabara de acontecer.

— Viu? Eu também tenho loucos atrás de mim. — Eu brinquei, tentando soltar uma risada, mas uma pontada de dor me fez gemer.

Lauren franziu o cenho e me empurrou suavemente contra a cama.

— Não se esforce, Henry. — Sua voz saiu firme, mas preocupada. — Você precisa descansar. O médico já está vindo.

Estiquei a mão, segurando a dela antes que pudesse recuar.

— Fique comigo. — Eu falei.

Ela hesitou.

— Eu prometo me comportar dessa vez. — Eu acrescentei, segurando seu olhar.

Ela soltou um suspiro profundo, mas não se afastou.

— Duvido disso. — Lauren sorriu de leve, mas me empurrou para o canto da cama antes de se sentar ao meu lado.

Foi quando percebi seu rosto se contorcer em um breve sinal de dor.

— Você se machucou? — Perguntei, a preocupação evidente em minha voz.

Meus dedos deslizaram para sua bochecha, analisando sua expressão tensa.

Ela abriu a boca para responder, mas antes que pudesse dizer algo, a porta se abriu bruscamente.

O médico entrou, seguido por Kate… e para nossa surpresa...

— Então é verdade. — A voz embargada do garoto chamou nossa atenção.

Seus olhos estavam vermelhos, inchados, como se tivesse chorado por horas.

Ele parou na entrada, os lábios tremendo. Seu olhar pousou em mim, e a dor em sua expressão me atingiu direto no peito.

— Te machucaram, tio Henry!

Theodor me olhava como se eu estivesse à beira da morte.

Ele correu para o lado da cama, os olhos fixos no curativo que cobria meu abdômen.

— Você está sangrando! — Sua voz falhou no meio da frase, e suas pequenas mãos se fecharam em punhos ao lado do corpo.

— Não é nada grave, campeão. — Minha voz saiu mais firme do que eu esperava, tentando tranquilizá-lo.

— Você levou uma facada! — Ele exclamou, os olhos brilhando com lágrimas que ele claramente tentava conter. — Eu vi na TV.

Soltei um suspiro, sentindo a tensão em cada músculo do meu corpo.

— E estou bem. — Afirmei, forçando um sorriso. — Como você chegou aqui?

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