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A babá sequestrada pelo alfa romance Capítulo 23

Sandra entrou no quarto como um vendaval.

A porta bateu com tanta força que a madeira tremeu no batente e o som ecoou pelo corredor. Ela não se importou se alguém ouviu, não se importou se a alcateia inteira acordasse, se o teto caísse, se o mundo pegasse fogo.

Na verdade…

Ela queria que pegasse.

— DESGRAÇADAS! — gritou, a voz rasgando o ar, os olhos brilhando de ódio. — MALDITAS! EU VOU MATAR AQUELAS DUAS!

Elena e Cassandra estavam sentadas, uma em cada lado do quarto, como se esperassem por aquilo desde o momento em que Dante atravessou os portões com Liana e Mason trouxe outra humana escandalosa.

E agora…

Agora a bomba explodia.

Sandra avançou pelo quarto como uma louca, jogando um vaso de flores na parede com toda força. O vidro se espatifou, pétalas voando por toda parte. Ela pegou um porta-retrato da estante e arremessou, fazendo a imagem de um evento antigo da alcateia estourar em fragmentos.

— UMA HUMANA JÁ ERA UM ABSURDO! — ela cuspiu, andando de um lado para o outro, as mãos tremendo. — AGORA SÃO DUAS! DUAS! COMO SE ESSA CASA FOSSE UM ABRIGO PRA MALDITAS!

Elena se levantou devagar, com o rosto tenso.

— Sandra… respira.

— EU NÃO QUERO RESPIRAR! — Sandra gritou, virando-se como uma fera. — EU QUERO ARRANCAR A CABEÇA DELAS!

Cassandra suspirou pesado, cruzando os braços.

— Agora são duas humanas malditas dentro da nossa casa… — murmurou, com a voz amarga. — Uma trazida pelo alfa. A outra… — ela fez uma pausa, os olhos estreitando. — Claramente trazida pelo beta.

A frase fez Sandra parar.

Parar de andar.

Parar de quebrar coisas.

Parar de respirar.

Ela virou a cabeça lentamente, como se uma ideia tivesse atravessado o cérebro dela e, ao se encaixar, abrisse um buraco fundo demais para fechar.

— Foi isso… — ela sussurrou, os olhos arregalados. — Foi isso mesmo.

Elena franziu a testa.

— O quê?

Sandra riu. Um riso sem humor, um riso torto, quase doentio.

— Elas estão fazendo isso de propósito. — A voz dela veio baixa, perigosa. — Elas estão… roubando.

Elena levantou uma sobrancelha.

— Roubando o quê?

Sandra se aproximou das duas, a postura ereta, a expressão distorcida por uma mistura de dor, ciúme e ódio. Ela apontou o dedo, como se precisasse explicar o óbvio para as amigas.

— ESTÃO ROUBANDO TUDO O QUE É NOSSO! — ela explodiu. — O alfa. O beta. A alcateia. O futuro. A atenção. O poder.

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