ATENÇÃO: ESSE CAPÍTULO CONTÉM CENAS SEXUALMENTE EXPLICITAS
Dante a puxou para cima da mesa sem cerimônia, derrubando talheres, pratos, qualquer coisa que ousasse ficar no caminho.
— Você sabe por que eu preciso disso, não sabe? — ele sussurrou, mordendo o pescoço dela, a voz grave, rouca, possessiva. — Preciso sentir você inteira minha. Preciso ver você esquecer o nome de qualquer outro filho da puta. Quero que você só consiga lembrar do meu nome quando gozar.
O beijo veio forte, invasivo, dentes, língua, domínio. Dante não estava ali para agradar, estava ali para marcar, para deixar claro que ali só existia ele, mesmo que isso não fosse apagar a ligação que ela tinha com Anton.
Ele enfiou as mãos por dentro do vestido e rasgou a calcinha de Liana com um puxão, então, antes que ela protestasse, a boca dele já estava descendo por seu corpo, devorando sem piedade, como se pudesse apagar qualquer outra lembrança, qualquer cheiro que não fosse o dele.
— Dante, alguém pode ouvir… — ela tentou sussurrar, o corpo já traindo, a voz embargada de prazer.
— Quero que ouçam — ele rosnou, a voz de comando que fazia tudo dentro dela tremer. — Quero que saibam que você tem dono. Quero que lembre de cada vez que meu irmão tentou te tocar e esqueça tudo, porque o único que te faz gritar assim sou eu.
A boca de Dante desceu sem pressa… como se ele quisesse torturá-la antes de dar o que ela queria. Os dedos dele seguraram firme nas coxas de Liana, abrindo-a sem delicadeza, prendendo-a no lugar como se ela fosse dele e não tivesse mais opção além de aguentar.
E então a língua dele encostou nela.
Devagar.
Só um toque.
Uma provocação.
Liana prendeu a respiração no mesmo instante, os olhos arregalando, o corpo inteiro ficando rígido… e logo depois cedendo, mole, quente, vulnerável demais.
— Dante… — ela sussurrou, quase como um pedido.
Mas ele não respondeu, só afundou a boca nela de verdade.
A língua dele foi impiedosa, firme, molhada, passando por ela com uma fome bruta, como se tivesse raiva… como se estivesse punindo aquela lembrança de Anton que ele não suportava.
O som foi obsceno.
O tipo de som que ninguém devia ouvir num jantar romântico.
O tipo de som que fazia o corpo dela arrepiar inteiro.
Liana arqueou as costas no mesmo instante, o gemido escapando alto demais, incontrolável, e a mão dela foi parar no cabelo dele automaticamente, agarrando os fios com força, como se precisasse se segurar em alguma coisa pra não cair.
— Porra… — ofegou, tremendo.
Dante gemeu contra ela, um som grave e perigoso, e isso fez a buceta dela pulsar de um jeito quase vergonhoso.
Ele sabia, sabia que ela estava desmoronando.
A língua dele girou, pressionando o ponto certo, insistindo como se quisesse arrancar dela uma confissão à força. E quando ele sugou, quando a boca dele prendeu nela daquele jeito… Liana soltou um gemido quebrado e jogou a cabeça pra trás, os olhos quase revirando.
— D-Dante… ah… caralho…
A mão dela apertou mais forte o cabelo dele, puxando, sem perceber, e ele só pegou os pulsos dela e prendeu na mesa com uma mão só, segurando firme, dominante, obrigando ela a ficar aberta, exposta, entregue.
E aí ele voltou, mais forte, mais rápido, sem nenhuma pena.
Liana começou a perder o ritmo da respiração, o corpo todo tremendo, as pernas abrindo mais, traindo qualquer orgulho que ainda restava. O prazer vinha em ondas, cada vez mais forte, mais afiado… e o pior de tudo era que ela não conseguia mais segurar os sons.
— Dante… Dante… porra, Dante… — ela repetia o nome dele como se fosse uma oração, como se fosse a única coisa que a mantinha viva.
E ele… estava ali, entre as pernas dela, devorando como se quisesse apagar qualquer outro homem da memória dela com a língua.
Como se quisesse marcar ela por dentro.
Como se quisesse deixar claro o que era dela… e o que era dele.
Liana sentiu o orgasmo chegando rápido, violento, impossível de impedir. O ventre dela apertou, o corpo inteiro ficando sensível demais, como se estivesse pegando fogo.
Liana estava ofegante, destruída, tremendo, sem conseguir nem levantar a cabeça direito.
Só então sentiu o pau duro e quente pressionado entre suas coxas.
— Agora você vai lembrar — ele murmurou, roçando a boca na dela, lento. — Vai lembrar de mim sempre que pensar em prazer e desejo, posso não te marcar com minha mordida ainda meu amor… Mas vou te marcar com meu pau...
E Liana nem teve tempo de responder.
— Você é minha, Liana — ele afirmou, entrando nela de uma vez, forte, fundo, puxando o quadril dela para encontrar cada estocada. — Minha. Só minha.
Ela arfou, o prazer voltando, o corpo todo se acendendo só de ouvir aquela voz.
— Sua — ela gemeu, sem orgulho, sem controle, querendo ser dele, querendo apagar o resto do mundo.
Dante acelerou, os movimentos brutais, os dedos deixando marcas nos quadris dela.
— Meu cheiro vai ficar em você por dias — ele provocou. — Quero todo mundo sentindo. Quero que você sinta amanhã, quando for trabalhar, quando pensar nele, vai lembrar do meu pau dentro de você, do meu gosto na sua boca.
Ele a virou de bruços sobre a mesa, puxando os cabelos dela, forçando-a a olhar para trás, para ele, enquanto a penetrava ainda mais fundo.
— Esquece Anton — ele mandou, as palavras mais um rosnado do que fala. — Esquece qualquer outro homem. Só existe eu. Só eu posso te foder assim.
Ela queria discutir, xingar, lutar, mas só conseguia sentir. Só conseguia gozar de novo, o corpo inteiro explodindo enquanto ele continuava, incansável, feroz, os quadris batendo forte, sem trégua.
Quando Dante finalmente gozou, foi selvagem, com um grunhido rouco, mordendo o ombro dela de leve, o corpo inteiro tremendo de prazer, esvaziando nela como se estivesse selando aquela marca invisível.
Ficaram alguns segundos assim, colados, suados, o mundo reduzido ao cheiro dele, ao calor do corpo dele, ao sabor da posse.
Ele se inclinou, roçando a boca no ouvido dela, ainda sem soltar:
— Nunca mais esquece. Quem faz você gozar desse jeito… sou eu, e ninguém mais.

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