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A Bruxa e o Alfa romance Capítulo 2

Os olhos dourados me atraiam como imãs e não parecia ter ninguém a nossa volta. Só conseguia me concentrar nele. Os cabelos grandes e castanhos, as sobrancelhas cheias e arcadas, a barba selvagem e desgrenhada que contornava os lábios finos, que eu estava louca para beijar.

Isso porque eu estava concentrada no seu rosto, ainda estava em seus braços, mas conseguia ter uma ideia do que tinha por baixo das roupas, pois podia sentir toda a dureza de seus músculos.

— Não pretendo ir a lugar nenhum. — respondi me sentindo confiante para ser ousada, afinal eu tinha atraído a atenção do homem atraindo até ali em baixo.

— Como é seu nome? — ele perguntou, com os olhos ainda focados nos meus, como se não estivéssemos em uma balada, cercado por pessoas nos encarando, enquanto ele me segurava em seu colo.

— Tem certeza que quer ter essa conversa assim? Comigo nos seus braços?

A sobrancelha grossa se ergueu com diversão e seus lábios se ergueram de lado, um sorriso tão sacana que apenas o deixava ainda mais sexy.

— Você não pesa nada. — como se quisesse provar seu ponto, ele soltou o braço que segurava minhas costas e levou a mão até meu rosto, pegando uma mecha de cabelo e a prendendo atrás da orelha. — E o único jeito melhor de termos essa conversa, seria você sentada no meu colo. Mas estou tentando ser cavalheiro aqui.

Um suspiro escapou dos meus lábios e seu olhar foi atraído para ali, se desviando dos meus olhos pela primeira vez.

— Me chamam de Bri e talvez — me aproximei dele e deslizei minha mão direita do seu pescoço, entrando na sua jaqueta e sentindo o calor que o tomava, mesmo sobre o tecido. — O que precisamos é exatamente que você não seja um cavalheiro aqui.

Seus olhos adquiriram um brilho ainda mais selvagem, como os de um animal no que tinha acabado de conseguir a rendição de sua presa e eu pude sentir o tremor em seu peito quando ele pareceu rugir.

Ele soltou minhas pernas, agarrando minha bunda e me fazendo abrir as pernas e abraçar seu quadril. Sem se importar com ninguém a nossa volta ele começou a andar, e para ele as pessoas realmente abriam espaço.

Avistei Alice do lado do homem do começo da noite e ela me lançou um sorriso sacana, antes de acenar um tchauzinho.

Eu devia temer por minha vida, afinal estava com um desconhecido, em um lugar ainda mais estranho para mim. Mas por algum motivo esquisito eu não sentia medo.

Entramos em um corredor escuro e todo o barulho se aplacou um pouco, as luzes diminuíram e de repente um pouco eu me dei conta ainda mais do seu cheiro, seu calor. O cheiro de carvalho, terra e sol, era isso o que emanava dele e mesmo que parecesse estranho descrito dessa forma, não era como me sentia, parecia um perfume sedutor, misterioso e selvagem, assim como o dono.

Sem conseguir me segurar eu desci a cabeça até a curva de seu pescoço e inspirei direto de sua pele, suas mãos foram automáticas em apertar minha bunda, me forçando contra seu corpo.

— Já estamos chegando, Bri. — sua voz rouca enviou ondas de calor e desejo por meu corpo, se concentrando em baixo do meu ventre.

Não me importei com ele entrar em um elevador, me levando para ainda mais longe, apenas me concentrei em lamber sua pele quente, sentindo seus pelos se arrepiarem com meu contato e o tremor em seu peito reaparecer.

Mas quando as portas do elevador se abriram mostrando um corredor pouco iluminado, com algumas portas de madeira espalhadas, eu fiquei apreensiva pela primeira vez. Eu iria perder a virgindade com um desconhecido.

O homem me colocou no chão, deixando evidente nossa diferença de altura, eu precisava entortar o pescoço para conseguir olhar em seus olhos e mesmo com os saltos ele era uma cabeça maior do que eu.

— Se quiser desistir ainda está em tempo. — a voz grossa dele me atingiu me fazendo repensar minha escolha. — Meu nome é Parker, e aquele que estava lá em baixo com sua amiga é meu irmão, Peta, ela está em boas mãos.

— E eu? Estou em boas mãos Parker?

— Não vamos fazer nada que não queira, Bri.

Os seus olhos grudaram nos meus e aquele fogo voltou a se alastrar por meu corpo. O que tinha naquele homem que me atraia direto para seus braços? Que me fazia querer esquecer de tudo e me jogar em seus braços?

Fiquei na ponta dos pés, aproximando nossos rostos e acabei com o espaço entre nossas bocas. Nossos lábios se tocaram com carinho em um segundo e algo como reconhecimento me atingiu. Não resisti e fechei meus punhos em sua jaqueta o puxando para mim, suas mãos envolveram minha cintura e ele me ergueu novamente em seu colo.

— Me mostre que estou em boas mãos. — sussurrei contra seus lábios, antes de voltar a deslizar minha língua contra a sua.

Parker me levou para um dos quartos e eu ouvi a porta se batendo atrás de nós e uma chave girando, mas não me importei, tudo o que eu tinha em mente agora era sua boca e o que ele podia fazer com ela.

Senti quando suas mãos desceram por minhas costas, alcançando meu quadril, ele apertou minha bunda me prensando contra sua ereção, que começava a dar sinal de vida, e eu gemi contra seus lábios quando suas mãos apertaram com força minha pele nua.

Ele me soltou na cama, seu peso se mantendo sobre meu corpo apenas por um segundo, antes que ele se afastasse. Os olhos brilhando para minha imagem esparramada em sua cama, então ele puxou a jaqueta, livrando seu corpo de todo o couro e me dando a visão de uma regata apertada contra cada pedaço de seu corpo musculoso.

Mas não demorou para que ela fosse arrancada por cima da cabeça, bagunçando ainda mais aqueles cabelos. Eu me perdi quando meus olhos desceram pelo abdômen definido, cheio de gominhos intrincados, mostrando o quanto ele se exercitava.

Estava tão concentrada nele se movendo com maestria, em como os bíceps se flexionavam, parecendo ainda maiores, que me esqueci de que ele estava tirando a calça jeans. Só me dei conta quando o tecido caiu no chão atraindo minha atenção para agora as pernas torneadas e a box preta contrastando com seu corpo.

O volume que ele exibia ali me fez engolir em seco, eu não precisava ver sem nada para saber que ele era enorme, em todos os sentidos da palavra.

— Assustada? — Parker questionou com algum divertimento na voz e eu me forcei a erguer os olhos até os deles.

O sorriso sacana estava ainda maior, ele sabia o quão sexy e dominante era e se orgulhava disso.

— Eu preciso ficar assustada? Quer dizer, obviamente você pode me partir em duas...

— Posso! — ele me interrompeu sorrindo largo e me dando uma visão larga de suas presas protuberantes. — Mas tenho coisas mais interessantes para fazer com você essa noite. Como por exemplo sentir seu gosto.

Suspirei com suas palavras e precisei apertar uma perna contra a outra, para conter o pulsar que se instalou no meio delas, mas só aumentou quando ele caminhou em minha direção, com o olhar predatório.

O homem enorme se abaixou na minha frente e ele colocou as mãos grandes em meus joelhos, abrindo minhas pernas sem aviso prévio. Arfei com sua brutalidade, mas ao invés de me intimidar ele só deixou minha calcinha mais molhada.

Ele tratou de me livrar das minhas sandálias, antes de subir as mãos quentes e calejadas por minhas coxas nuas até chegar ao botão do meu short. Inclinei o quadril em sua direção deixando que ele abrisse o short e o puxasse para fora do meu corpo.

Capítulo 2 1

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