Corri até ela, arrancando seu corpo inerte dos braços do desconhecido e meu coração se quebrou ao ver seu estado.
— Ela perdeu muito sangue, precisa ir para o hospital! — Kalina falou acima de todo o burburinho a nossa volta.
— Não, ela precisa se deitar e deixem que eu faço o resto! — Hera ordenou e sabendo quem ela era eu não fiz o contrário. — Vamos fazer esse bebê nascer!
— Não pode! Não está no tempo! — protestei diante da ideia de trazer nosso filho a vida, não tinha nem oito meses ainda.
— Vai estar. Agora a levem para dentro.
Levei Bridget para dentro, torcendo para que não fosse um erro completo ter trazido uma deusa maluca até ali. Uma que obviamente sabia o que estava acontecendo com Bridget e o pai biológico, mas que alega que não podiam interferir.
— Bri sentiu alguma coisa antes de apagar, ela falou do bebê. — o homem desconhecido se ajoelhou ao lado da cama, segurando a mão dela.
— O bebê está vivo, mas não por muito tempo se continuarem no meu caminho. — a deusa quase rosnou, e eu desejei que ela atirasse o tal homem para longe.
— Quem é você e porque estava lá com ela? — queria questionar também o motivo dele falar com ela com tanta intimidade assim.
— William, o pai dela! — ele disse se afastando dela enquanto a deusa se sentava ao lado dela.
William, eu já tinha ouvido ela falar aquele nome... o homem que a criou a mando de Nikolai.
— Saia daqui, tem sorte de eu estar ocupado de mais para sujar minhas mãos com você agora!
Aquela não era a hora e nem o lugar de brigar com o idiota, mas eu não deixaria que ele estivesse aqui quando o bebê nascesse, conhecendo Nikolai ele podia estar ali apenas esperando isso para poder levá-la embora.
Kalina se juntou a mim, mas ao invés de me apoiar ela começou a contar tudo o que tinha acontecido desde que saíram dali e como Nikolai se sacrificou por Alice e Bri.
Olhei a figura desacordada da mulher da minha vida, com a deusa ao seu lado com as mãos em sua barriga. Em volta dos olhos e das narinas as manchas avermelhadas dizendo o quanto ela sangrou, assim como sua calça.
Ela tinha matado o amigo para que Peta pudesse continuar vivo e enquanto isso meu irmão tenta matá-las por ai. Isso não estava certo, Peta tinha que pagar por isso.
— Está na hora! — a voz de Hera me trouxe de volta dos devaneios.
— Mas ainda faltam...
— Para vocês podem ter se passado apenas alguns minutos, mas para o bebê se passaram os meses exatos para ele nascer na época certa. — Hera levou as mãos ao rosto de Bri tocando com suavidade. — Acorde!

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