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A Dama Cisne Partida romance Capítulo 598

Isso acabou salvando-o. A faca na mão de Giselle passou raspando por seu couro cabeludo, sem feri-lo.

Ele rolou e rastejou pelo chão, xingando a filha rebelde enquanto tremia, gritando "Assassina! Assassina!"

Dentro do quarto, a avó estava muito aflita, batendo forte na porta, pedindo para Giselle não fazer nenhuma loucura.

Mas, Giselle estava em um sonho!

O que havia para temer em um sonho?

E mesmo que não fosse um sonho, mesmo que fosse como naquelas histórias de ficção em que ela voltou para a sua época do ensino médio durante o sono, ela se importava ainda menos! Viver uma vida extra já era um lucro! Nesta vida, ela se vingaria de quem merecia e acertaria todas as contas!

Enquanto ela perseguia Stefan que rastejava pelo chão em meio aos gritos dele e de Ofélia, alguém entrou correndo e a abraçou firmemente por trás, segurando a mão que empunhava a faca.

"Não faça nada por impulso! Giselle! Não faça nada por impulso!"

Ela reconheceu a voz. Era Patrício.

"Giselle, não tenha medo, eu estou aqui, vim te ajudar. Solte a faca, eu cuido de tudo, deixe tudo comigo." A voz de Patrício era suave, mas transmitia uma força inexplicavelmente firme.

Giselle foi se acalmando gradualmente ao som da voz de Patrício.

"Giselle, solte, seja obediente...", Patrício deve ter sentido que a força dela diminuía, e a confortou com uma voz ainda mais suave, conseguindo tirar a faca de sua mão e rapidamente a colocando atrás de si para protegê-la.

"Se não quiserem morrer, sumam daqui!", desta vez, foi Patrício quem golpeou a mesa com a faca. A lâmina se cravou na madeira, fazendo um barulho enorme, e o corpo da faca ficou exposto, vibrando levemente.

Bento olhou para a cena dentro da casa e perguntou: "O que está acontecendo aqui?"

"Isso... minha mãe e a Giselle iam preparar pastel, e a Ofélia disse que ia picar o recheio, mas ela não tem muita noção de força, não segurou a faca direito. Sorte que eu rolei rápido, senão teria me acertado.", Stefan disse, rindo sem graça.

Bento olhou para Giselle e sorriu. "Giselle sabe fazer pastel?"

"Sim, nossa Giselle é muito prendada. Desde pequena ajuda a avó nos afazeres, é muito ajuizada e obediente.", Ofélia se apressou em dizer.

Essa cena era muito familiar para Giselle.

Anos atrás, em um restaurante chique em Cidade Mar, sua mãe a apresentou exatamente assim, descrevendo-a como virtuosa, ajuizada, prendada e calma, como se estivesse em um açougue elogiando a carne que vendia, querendo obter um bom preço.

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