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A Escolha Certa com o CEO Errado romance Capítulo 121

Noah desliza a mão pelo chão, seus dedos encontrando uma pedrinha fria e lisa. Com um movimento preciso, ele a arremessa ao rio. Ambos observam em silêncio, enquanto a pedra salta duas vezes sobre a superfície escura da água, antes de afundar lentamente, como se carregasse o peso das palavras ainda contidas.

Dominic se aproxima e se senta ao lado dele, apoiando os cotovelos nos joelhos flexionados. Ele permanece quieto, seus olhos seguindo o próximo arremesso de Noah. A nova pedrinha traça um arco perfeito, tocando a água uma, duas, três vezes antes de desaparecer nas profundezas.

— Lembra quando competíamos para ver quem conseguia mais saltos? — Noah pergunta, quebrando o silêncio, enquanto j**a outra pedrinha no lago.

— Sim, eu lembro. — Dominic responde, após um instante, pegando uma pedra e arremessando também. — Troy sempre ganhava. — Acrescenta, um leve sorriso curvando seus lábios, carregado de saudade.

— Você contou ao vovô o que aconteceu naquela noite? — Questiona, cada palavra saindo como se carregasse o peso de um segredo guardado por anos demais.

— Não, disse para ele perguntar a você. — Responde, deixando escapar um suspiro carregado, enquanto seus olhos se perdem na superfície calma do lago. — Já se passaram muitos anos, Noah. Ele nunca acreditaria em qualquer versão que viesse de mim. — Acrescenta, com uma nota de resignação, arremessando outra pedra que desaparece rapidamente nas águas escuras.

— Ele me questionou há alguns dias. — Revela, seu corpo girando para encarar o irmão, o movimento evidenciando a tensão em seus ombros. — Mantive a história de sempre. — Acrescenta, suas palavras pairam no ar como uma confissão silenciosa. — Você se arrepende das escolhas daquela noite? — Pergunta, suavemente, observando Dominic abaixar a cabeça, um gesto que carrega o fardo de decisões tomadas há tanto tempo.

— Se fosse hoje, faria diferente. — Murmura, seu olhar fixo em algum ponto distante, como se pudesse ver o passado refletido ali. — E não é pelo ódio do vovô. — Assegura, encontrando finalmente os olhos do irmão. — Com o tempo, a gente começa a enxergar as coisas de outra forma. Se ela tivesse morrido. — Sua voz falha por um instante. — Seria apenas mais um acidente, não a irresponsabilidade que realmente foi.

— Você está certo. — Concorda, deixando as palavras pairarem no ar por um instante antes de se calar novamente, permitindo que o silêncio reassuma o espaço entre eles.

— Noah, por que estou aqui? — Questiona, percebendo como o irmão evita seu olhar, voltando a lançar pedrinhas no lago num gesto que parece mais uma tentativa de ganhar tempo que um passatempo.

— O que sentiu quando descobriu que seria pai? — Pergunta, finalmente, suas mãos deslizando pelo rosto até se infiltrarem no cabelo num gesto de inquietação que Dominic conhece tão bem.

— Nosso problema é a bebida — Comenta, com ironia, a verdade por trás das palavras, arrancando risadas amargas de ambos. Ele se deita ao lado do irmão, assumindo a mesma posição contemplativa.

— Você ama a Vivienne? — Pergunta, abruptamente, suas palavras carregando o peso de uma pergunta que ele mesmo parece temer a resposta.

— Ainda não — Responde, com uma honestidade que surpreende até a si, seu olhar perdido no céu acima deles. — Mas escolho amar. — Afirma, um sorriso suave iluminando seu rosto. — Escolho amar cada detalhe dela, a forma como seus olhos brilham quando estão determinados, como seu nariz franze quando discorda de algo, como seus lábios se curvam naquele sorriso que parece iluminar o mundo. — Declara, sua voz assume um tom mais profundo, carregado de emoção. — Escolho amar sua força, sua coragem de enfrentar o mundo sem máscaras, sua capacidade de me fazer querer ser melhor a cada dia. Em Vivienne, encontrei não apenas a mãe dos meus filhos, mas a mulher que me faz acreditar que algumas pessoas são destinadas a entrar em nossas vidas para transformá-las completamente.

— Então, você precisa protegê-la. — Declara, as palavras saindo rápidas, mas carregadas de uma urgência que prende o olhar de Dominic. — O vovô quer que eu a machuque. — Confessa, a voz vacilante, mas pesada, como se cada sílaba custasse a ser dita.

Dominic reage imediatamente, sentando-se abruptamente, seus olhos cravados no irmão, buscando na expressão de Noah uma confirmação para o que acabou de ouvir, enquanto o silêncio ao redor se torna quase sufocante.

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