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A Escolha Certa com o CEO Errado romance Capítulo 120

Florence mantém a postura ereta, ignorando o peso da tensão crescente. Um sorriso quase imperceptível se forma em seus lábios, enquanto ela finge concentrar-se em sua oração. Por dentro, no entanto, sua mente trabalha como uma máquina, tecendo pensamentos frios e calculados.

“Você irá aprender a ficar no seu lugar, minha querida filha.” — Florence pensa, mas não diz, deixando que o silêncio fale por si, enquanto a atmosfera ao redor parece sufocar qualquer tentativa de confronto. — “Será para o teu bem, meu amor.” — Os pensamentos dançam em sua mente, enquanto seus dedos acariciam a cruz do terço. O gesto, aparentemente devoto, é deliberado, carregado de uma calma inquietante. Com movimentos lentos, ela se vira para Elena. Seu olhar é afiado, quase cruel, como se tentasse arrancar a verdade antes mesmo que a sobrinha pudesse respondê-la. — O que mais foi dito? — Pergunta, a voz baixa e gelada, mas tão firme que preenche o silêncio do ambiente.

— O que você está fazendo aqui? — Hugo pergunta, o tom sério acompanhando o franzir do cenho, enquanto entra no ambiente.

Florence muda instantaneamente. Sua postura rígida suaviza-se em segundos, transformando-a em uma figura submissa ao marido. Um sorriso forçado e constrangido se forma em seus lábios, como uma máscara perfeitamente ajustada.

— Elena veio me visitar, querido. — Florence responde, sua voz doce contrastando com a frieza que transparece em seu olhar. Ela caminha em direção a Hugo com passos suaves, a tranquilidade de seus gestos tão ensaiada quanto cada palavra. — Estamos discutindo os detalhes para o casamento. — Acrescenta, lançando um olhar cortante para Elena, uma ordem silenciosa que não precisa ser verbalizada.

— Isso mesmo, titio. Estou tentando decidir quais flores usar na igreja e na recepção. — Elena confirma, a voz obediente, mas com um leve tremor que trai sua tensão. Cada palavra é medida, como se temesse que qualquer deslize desmoronasse a mentira cuidadosamente construída.

Florence repousa a mão no ombro de Hugo com uma leveza quase teatral, o gesto calculado, carregado de uma falsa intimidade. Seus dedos se movem com precisão, massageando os pontos exatos que sabe relaxar o marido, como uma coreografia treinada ao longo dos anos.

— Elena, querida, me acompanhe até o jardim. — Orienta, sua voz firme, mas revestida de uma falsa doçura, sem qualquer traço de hesitação. Em seguida, volta-se para o marido, os olhos suavizando em uma fachada de submissão perfeitamente ensaiada. — Com licença, meu amor. — Pede, num tom baixo e obediente, enquanto deposita um beijo leve em sua bochecha, um gesto tão delicado quanto estratégico.

— Não há “e se”! — Corta, a voz subindo levemente, mas ainda carregada de controle, enquanto luta para não deixar transparecer a verdade que carrega. — Tudo dela estava naquele lago, que, infelizmente, se tornou a última pousada da minha filha. — Murmura, deixando lágrimas falsas escorrerem por seu rosto. Cada gota parece meticulosamente calculada, um artifício que ela domina com maestria. Ela seca as lágrimas com elegância, o movimento tão gracioso quanto frio. — Elena, pedirei aos nossos especialistas em tecnologia que excluam esse perfil imediatamente. — Informa, sua voz retoma a firmeza de quem não aceita objeções. — E não ouse abrir a boca sobre isso para o seu tio ou, muito menos, para o seu noivo. — Instrui, aproximando-se perigosamente, até que seus olhos estejam a poucos centímetros dos da sobrinha. Ela inclina a cabeça levemente, um sorriso malévolo surgindo em seus lábios. — Afinal, você não quer perder o seu lugar no altar no dia do seu casamento, não é? — Provoca, observando Elena balançar a cabeça negativamente, o gesto hesitante, mas obediente, enquanto a cor foge ainda mais de seu rosto. — Boa menina! — Elogia, acariciando com delicadeza a bochecha vermelha da sobrinha, onde o tapa anterior ainda deixava sua marca. Ela deposita um beijo na testa de Elena, o gesto carregado de falsa afeição, antes de afastar-se com um aceno casual da mão. — Agora vá visitar seu noivo. Uma mulher de verdade sempre deixa o seu homem feliz. — Conclui, sua voz fria, enquanto indica com a mão que Elena deve partir.

Enquanto isso, após quase quatro horas de viagem, Dominic chega a uma vinícola rural na região de Reims, na França. O carro avança devagar pela estrada de terra, enquanto ele aprecia a paisagem serena ao redor, com vinhedos que se estendem por todos os lados e o charme da propriedade.

Ao avistar o lago privado, Dominic estaciona o carro com precisão e desce, fechando a porta com calma. Seus passos são lentos, mas firmes, ecoando suavemente contra o solo. Ele caminha até a borda do lago, onde a água reflete o céu com uma quietude quase hipnotizante.

— Espero que seja algo realmente importante. — Dominic começa, a voz firme quebrando o silêncio pesado que paira no ar. Seus olhos permanecem fixos no lago à sua frente, como se buscassem respostas nas águas tranquilas. Com um movimento lento, ele enfia as mãos nos bolsos, o olhar perdido no horizonte. — Não é qualquer assunto que justifica longas horas de viagem. — Acrescenta, o tom controlado, mas carregado de uma impaciência sutil, como se pesasse cada segundo gasto para chegar até ali.

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