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A Esposa Desaparecida romance Capítulo 105

Grupo Simões.

Óscar estava com as pernas esticadas sobre a mesa de trabalho, o corpo relaxado na ampla cadeira de couro.

A tela do celular se acendeu, exibindo uma nova mensagem: [Óscar, Lídia foi para a França em um programa de intercâmbio.]

Ele passou os olhos pela mensagem distraidamente, mas um sorriso se alargou em seus lábios, tingindo até suas sobrancelhas com um toque de interesse. Ele zombou em voz baixa:

— Parece mesmo uma coincidência do destino.

Seus dedos tocaram a tela e uma mensagem de voz foi enviada instantaneamente, o tom rápido e decisivo:

[Reserve uma passagem para a França no próximo voo, o mais rápido possível.]

Dito isso, ele baixou as pernas e girou a cadeira.

Os dedos longos deslizaram pelo teclado e, em instantes, uma breve solicitação de licença foi enviada. A luz da tela refletia a expectativa em seus olhos.

Nesse momento, alguém bateu suavemente na porta do escritório.

Óscar não levantou a cabeça, os dedos ainda pousados no teclado, e respondeu com indiferença: — Entre.

A porta se abriu. O assistente apareceu primeiro, seguido por dois carregadores que transportavam com cuidado uma grande caixa de papelão, alta como uma pessoa.

— Sr. Óscar, a cadeira que o senhor encomendou chegou.

Os olhos de Óscar brilharam. Ele se levantou de um salto e chutou a cadeira antiga para o lado, as rodinhas arranhando o chão com um som estridente.

— Finalmente! Mais um dia naquela porcaria e minhas costas iam quebrar!

Ele se encostou na mesa, observando os homens abrirem a caixa e montarem as peças. De repente, virou-se para o assistente e ordenou: — Peça meu almoço, o prato principal daquele restaurante de antes.

— Certo. — O assistente concordou e se retirou.

Dez minutos depois, a cadeira estava montada.

— Senhor, pode experimentar — disse um dos carregadores.

Só quando a brasa queimou seus dedos foi que ele a apagou e jogou a bituca no lixo, entrando na casa iluminada com passos firmes.

As luzes da casa estavam todas acesas. Um empregado o viu entrar e o cumprimentou com uma reverência respeitosa: — Jovem Mestre.

Tiago respondeu com um breve “uhum” e varreu com o olhar as pessoas sentadas na sala. Um sorriso que não era bem um sorriso surgiu em seus lábios:

— O que foi? Estavam todos me esperando?

Amado, sentado no sofá, foi o primeiro a falar, em tom de brincadeira:

— Mas é claro. Nosso grande e ocupado Diretor Nunes finalmente chegou.

Tiago desabotoou o paletó e sentou-se ao lado dele, respondendo com displicência:

— Você está enganado. O mais ocupado da casa é o Ministro Nunes. Às vezes, passamos meio mês sem vê-lo. Eu não chego nem perto.

— Ah, vocês... todos ocupados. Só esta velha senhora aqui não tem o que fazer.

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