— Tio Doutor, a Tia Clara não vai conseguir comer tudo isso. E além do mais, as meninas precisam controlar o peso.
Ao ouvir isso, as bochechas de Clara ficaram vermelhas instantaneamente, e até as pontas das orelhas ganharam um tom rosado.
Mark, no entanto, permaneceu impassível e apenas repetiu calmamente:
— Não tem problema, eu ajudo ela a resolver.
— Ah... vocês adultos são muito estranhos. — Ivana inclinou a cabecinha, com uma expressão confusa. Na concepção dela, devia-se colocar no prato apenas o que se ia comer. Por que colocar tanto se não ia aguentar?
Clara estava tão envergonhada que queria cavar um buraco e se esconder. Aproveitando que ninguém estava prestando atenção, ela empurrou discretamente o prato cheio de comida na direção de Mark e pegou a tigela de sopa ao seu lado, fingindo estar concentrada em tomá-la.
Katarina viu tudo e se aproximou do ouvido dela, sussurrando:
— Esse velhote parece ter um certo cuidado, mas, hum, são só truques baratos.
As orelhas de Clara queimaram ainda mais, e ela respondeu sem paciência:
— Para de viajar!
Na cadeira infantil ao lado, Seven, que tinha acordado muito cedo, estava apenas na metade da refeição quando sua cabecinha começou a pesar, caindo para frente e para trás como se estivesse pescando, morrendo de sono.
Vendo aquilo, Tiago largou o garfo, pegou um lenço umedecido e limpou com movimentos suaves o canto da boca do menino e as mãozinhas sujas de arroz.
Seven abriu as pálpebras sonolentas, olhou para ele, e no segundo seguinte fechou os olhos com força, tombando o corpinho para o lado.
Katarina achou graça e provocou de propósito:
— O Seven dormiu! Acho que vou levá-lo para a minha casa.
Assim que ela disse isso, Seven arregalou os olhos num susto, e com a voz rouca de sono, disse categoricamente:
— Não!
Ele estendeu os bracinhos gordinhos na direção de Tiago:
— Papai, colo.


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