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A Esposa Desaparecida romance Capítulo 543

Clara, ardendo de vergonha e indignação, ergueu os olhos e o fuzilou com o olhar, a voz carregada de uma irritação contida:

— Mark, você é muito cara de pau.

— Ah, é?

Mark sustentou o olhar dela, seus olhos escuros transbordando um riso despretensioso, mas seu tom era surpreendentemente sério:

— Se você me der uma chance, vai descobrir que eu não sou tão ruim assim. Diretora Clara, que tal namorarmos?

— Você é um caso perdido.

Clara soltou a frase, pegou sua bandeja e se levantou, dando as costas a ele de forma decidida, sem olhar para trás.

Mark observou a silhueta esguia dela se afastando, paralisado por alguns segundos. Logo em seguida, pegou o celular e, com a agilidade de quem já conhecia o caminho, pediu uma refeição que sabia que ela adorava. Depois, digitou duas mensagens.

[Diretora Clara, ficou brava? Errei, admito, mas é bem provável que eu não consiga me controlar e acabe perguntando de novo.]

[Que tal considerar com carinho?]

Após enviar as mensagens, ele finalmente baixou a cabeça e começou a comer rapidamente a comida em sua bandeja, mas em seu semblante havia uma expectativa sutil, quase imperceptível.

Do outro lado, Clara voltou ao seu escritório. Tirou alguns pacotes de salgadinhos da gaveta, aninhou-se na cadeira e começou a comer devagar enquanto assistia a uma série, como se tentasse deixar para trás todo o constrangimento de minutos atrás.

Cerca de dez minutos depois, a assistente bateu à porta e entrou trazendo uma sacola de entrega:

— Diretora Clara, sua comida chegou.

Clara se levantou e olhou, confusa:

— Mas eu não pedi nada.

Ela estendeu a mão e pegou a sacola. Ao verificar a nota fiscal colada na embalagem e ver o nome do pagador, entendeu tudo instantaneamente.

Assim que pegou o celular para mandar uma mensagem tirando satisfações com Mark, a porta do escritório se abriu novamente. Era Renan, que acabara de voltar de um compromisso social.

— Ainda não almoçou? — O olhar de Renan pousou na comida nas mãos dela, o tom casual.

O coração de Clara deu um salto. Discretamente, ela arrancou a nota fiscal e a apertou na palma da mão, mantendo um sorriso natural:

— É, fiquei com preguiça de ir ao refeitório, então pedi qualquer coisa. Pai, você já comeu?

— Já comi.

Renan respondeu e continuou:

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

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