Mark estacionou o carro, comprou um chá com leite para Clara e escolheu uma casa de massas que parecia limpa e organizada.
Ele pediu apenas um prato para si. Clara ficou sentada à frente dele, bebericando o chá. Depois de vê-lo dar algumas garfadas, perguntou casualmente:
— Por que você não comeu no refeitório?
Mark engoliu o macarrão, olhou para ela e respondeu com uma franqueza que beirava um dengo manhoso:
— Você não estava lá. Sem te encontrar, o refeitório não tem graça nenhuma.
Dito isso, ele abriu um sorriso largo e aproveitou a deixa:
— Eu já estava indo para casa, mas o destino fez a gente se cruzar. Diretora Clara, por que não considera minha proposta?
As orelhas de Clara ficaram vermelhas na hora. Ela deu uma batidinha na mesa, fingindo estar brava:
— Coma sua comida quieto. Se falar mais besteira, eu vou embora.
Mark levantou as mãos em rendição, obediente:
— Entendi. Boca fechada.
Ele comeu rápido. Em menos de dez minutos, os dois saíram do restaurante lado a lado.
Mark olhou a hora no celular e sugeriu:
— Ainda é cedo. Quer ir conhecer meu laboratório? É uns vinte minutos daqui.
Clara pensou por um instante, mas balançou a cabeça:
— Fica para a próxima. Se eu chegar tarde, meu pai fica preocupado.
— Quando você está com suas amigas, ele também se preocupa assim? — Mark ergueu uma sobrancelha.
— Mas agora não estou com amigas, estou? — Clara respondeu secamente.
Mark murmurou algo baixinho, com um tom de esperança:
— Na verdade, daria para contar uma mentirinha do bem.

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