Hans
Os sussurros de Beth inflamaram aquele desejo insidioso que imperava no peito dele, desde o maldito momento que ela o olhou com tantos sentimentos.
Não era para ser assim.
Beth era uma menina. Um fruto proibido.
Entretanto, não conseguia parar de pensar nela com aquela expressão inocente, com os lábios trêmulos, entreabertos para receber a língua dele.
Desejá-la como mulher estava acabando com sua racionalidade. Lutou para manter a imagem da garotinha de tranças correndo pela propriedade, gravada em sua mente. Mas toda vez que a via, toda séria, o evitando propositadamente, só pensava em descobrir o gosto de Beth.
A vontade de sentir seu olhar inocente, prestes a se perder, se tornou uma loucura. A ponto de se odiar por ter tocado algo tão repugnante quanto Astrid.
Has não voltou mais aos aposentos da suposta esposa.
Não é queria que Beth chorasse de decepção… não, ele queria que ela chorasse por outros motivos, todos imorais, repletos de luxúria.
Beijar seu corpo inexplorado dessa forma, era o ápice da conquista. Beth era pura, sensual, com um gosto que criava uma fome inesgotável dentro de Hans.
Ela inclinou a cabeça para trás, empinando seus seios, os mamilos entumecidos arrebatados o atraindo de maneira hipnotizante.
Hans os circundou com suas palmas, os acariciando com elevo, o subir e descer da respiração dela, ofegante, só fazia suas resoluções anteriores parecerem cada vez mais ridículas.
Um estranho sentimento de posse se enraizou ao provar seu frescor único. Ela era dele. Feita para ele.
A linda menina que viu crescer no calor de sua família, tinha se tornado uma morena estonteante. Bettany se escondia sob a compostura e as roupas profissionais, mas mesmo assim não pode deixar quando ela desabrochou.
Ela gemeu deliciosamente, quando ele se livrou de sua blusa, a pele morena clara era tão macia e sedosa, que deslizar suas mãos por ela, quase o fazia gozar.
Quando foi que começou a ansiar por ela?
Quando o desejo por seu olhar caloroso se tornou tão importante?
Ah ele sabia quando. Sabia muito bem.
As mãos dela estremeciam ao afundar nos cabelos grisalhos de Hans. Beijando seu corpo, ele a tocava como um experiente artista criando uma nova escultura.
Beth tinha um cheiro, uma fragrância própria que o fascinava. Não imaginava que um dia seria premiado com essa dádiva, mas aqui estava, se deliciando com o gosto dela, inebriante como seu perfume, intenso como o calor de seu olhar.
Ele não queria deflorar uma menina.
Olhar para ela se tornou seu pecado inconfessável, às vezes até se recriminava por pensar nela em seus braços, gemendo para ele enquanto entrava em seu íntimo com força.


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