No quarto, Lucas não esboçou reação, apertou a campainha e não pretendia falar mais com ela.
— A minha esposa vai chegar.
Lucas a convidou a se retirar.
Clarice mordeu os lábios. Seu rosto ficou branco como papel.
— Lucas, eu já vou. Cuide-se bem.
Clarice fechou a porta e seu olhar parou em uma sacola no chão. Havia objetos como barbeador para homens dentro.
Ela desviou os olhos rapidamente e saiu do hospital.
...
Julia voltou para a revista, revisou o roteiro da entrevista e, como já passava das sete quando saiu do trabalho, resolveu ir à casa da Sra. Dora Fontes para ficar com a filha.
Leti estava com preguiça de cozinhar e aproveitou para jantar lá. Ao ver Julia, ela arqueou as sobrancelhas: — Você não deveria estar no hospital com o Lucas? Brigaram de novo?
— Não. — Julia se aproximou, abraçou a filha, deu um beijo e disse secamente. — Pensei que muitas pessoas querem retribuir o favor para ele, então decidi abrir espaço para todos.
— Uau. — Leti gritou de forma exagerada, sentou ao lado dela e disse sorrindo: — Como era de se esperar de uma fada, tão linda e bondosa.
Julia não continuou aquele assunto. Ela conversou com Leti sobre trabalho e outras coisas por um tempo.
Antes, Clarinha dormia às nove, mas, por algum motivo, hoje ela estava muito animada e só foi dormir às onze.
A Sra. Dora Fontes preparou o quarto para Julia.
Julia tomou banho, não conseguia dormir, então foi para a varanda tomar um ar.
A Sra. Dora Fontes tinha um gosto refinado e gostava muito de plantas. O perfume de flores tomava conta da varanda, deixando o vento noturno agradável.
As noites de maio em Metrópolis eram como um vaporizador. O vento batia no rosto, sempre quente.
Julia pegou o celular e viu a primeira mensagem no WhatsApp.


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